<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634</id><updated>2011-06-08T03:29:42.916-03:00</updated><title type='text'>Kerigma Proclamação</title><subtitle type='html'>Esta é uma singela retribuição a tantos que contribuiram e colaboraram com a Revista Kerigma, possibilitando sua existência por bons sete anos. Hoje voltamos on line, proclamando o Evangelho todo para todo homem e o homem todo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-116894361477312690</id><published>2007-01-16T07:31:00.000-03:00</published><updated>2007-01-16T21:27:23.576-03:00</updated><title type='text'>O que é o Nooma</title><content type='html'>Tive uma boa surpresa quando fui apresentado ao material do &lt;a href="http://www.nooma.com/" target="blank"&gt;Nooma&lt;/a&gt;, quando me falaram deste, fui até o site e assisti ao Rain (cujo filme está disponível em versão integral) e aos clipes de todos os outros títulos disponíveis, já dava para sentir um pouco o espírito do trabalho, mas quando me emprestaram dois títulos da coleção, Rain e Sunday, fiquei realmente animado.&lt;br /&gt;Cada Nooma traz um DVD que traz versões legendadas em diversas línguas, incluindo o português, mais um caderninho com grande qualidade gráfica e também de conteúdo, o caderninho é em inglês e traz algumas frases e perguntas para ajudar na reflexão e compartilhar da mensagem.&lt;br /&gt;Meu entusiasmo veio de encontrar um material realmente ideal para aplicação em grupos pequenos e grupos pré-cristãos:&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Os filmes são curtos, todos tem em média 10 minutos;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;As mensagens são muito claras, a linguagem é bastante contemporânea e o contexto em que ele se colocam é bem comum&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;As reflexões são profundas, acho que um dos grandes méritos de Rob Bell no Nooma é fazer as perguntas certas, muitas delas ficam ecoando em nossa mente após o filme;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A direção dos filmes foi muito feliz, combina uma trilha sonora &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;indie &lt;/span&gt;muito bonita e tocante, as locações muito bem escolhidas e uma conversa muito leve, longe daquele tom de pregação que a gente vê nos programas evangélicos&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;O filme e o caderno facilita muito a conversa e pode tornar o encontro do pequeno grupo realmente compensador.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;Acho que o único porém são as legendas em português um pouco rápidas, mesmo para um pessoal que já está acostumado com TV a Cabo. Às vezes, o pessoal pede para que passe outra vez para rever o que perdeu e entender a lógica das propostas. Isto é, para um pessoal mais simples sem vivência com as legendas, o trabalho com os DVDs pode ser menos eficiente.&lt;br /&gt;Os títulos discutem a respeito de vários temas, alguns são excelentes, outros nem tanto e alguns tem aplicação bem específica:&lt;br /&gt;1.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=270" target="blank"&gt;Rain &lt;/a&gt;– Fala a respeito das adversidades, dependendo como você estiver quando assistir é até difícil conter as lágrimas. Muitos consideram o melhor Nooma produzido.&lt;br /&gt;2.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=271" target="blank"&gt;Flame &lt;/a&gt;– Fala a respeito dos níveis de profundidade do amor romântico até o sexo;&lt;br /&gt;3.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=276" target="blank"&gt;Trees &lt;/a&gt;– Posicionamento bem interessante de nós como igreja na história, tenta nos fazer visualizar nossa missão;&lt;br /&gt;4.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=277" target="blank"&gt;Sunday &lt;/a&gt;– Fala sobre igreja, é bem ousado em questionar o que fazemos e por que fazemos;&lt;br /&gt;5.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=278" target="blank"&gt;Noise &lt;/a&gt;– O vídeo nos dá uma outra surpresa, fala sobre a importância do silêncio e como estamos preparados para desfrutar a presença de Deus;&lt;br /&gt;6.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=279" target="blank"&gt;Kickball &lt;/a&gt;– Fala sobre a providência de Deus e respostas às nossas ansiedades;&lt;br /&gt;7.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=280" target="blank"&gt;Luggage &lt;/a&gt;– Mensagem muito boa sobre perdão, no entanto, acho que esse é o filme com o roteiro mais polêmico de todos, pode não agradar;&lt;br /&gt;8.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=281" target="blank"&gt;Dust &lt;/a&gt;– Aqui temos uma descrição fascinante sobre o que significa ser discípulo e temos uma conclusão surpreendente sobre a fé;&lt;br /&gt;9.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=282" target="blank"&gt;Bullhorn &lt;/a&gt;– É uma crítica ao fundamentalismo evangélico em geral e seus pregadores de rua;&lt;br /&gt;10.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=272" target="blank"&gt;Lump &lt;/a&gt;– Fala sobre o amor de Deus a despeito do nosso pecado;&lt;br /&gt;11.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=299" target="blank"&gt;Rhythm &lt;/a&gt;– Fala sobre relacionamento com Deus e nos explica como todas as coisas se completam em Jesus Cristo, nos dá uma metáfora muito interessante sobre a presença e ação de Deus;&lt;br /&gt;12.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=314" target="blank"&gt;Matthew &lt;/a&gt;– Fala sobre a perda de alguém querido;&lt;br /&gt;13.&lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=316" target="blank"&gt;Rich &lt;/a&gt;– Fala sobre a responsabilidade daqueles que tem em ajudar os que não tem; creio que nós da classe média também nos inserimos no contexto que ele cita da América.&lt;br /&gt;Tem também o &lt;a href="http://www.nooma.com/Shopping/ProductDetails.aspx?ProductID=318" target="blank"&gt;Breathe&lt;/a&gt;, que foi lançado recentemente, mas ainda não pude vê-lo. Nos Nooma’s Rain, Kickball e Lump, Rob Bell se aproveita de alguma experiência sua com seus filhos e nos permite entender melhor como Deus age como Pai. As idéias dos vídeos em geral são muito boas e às vezes surpreendentes, os desafios podem ser mais incômodos quanto mais conservadores forem os ouvintes.&lt;br /&gt;É só assistir o vídeo que as idéias fluem, tanto em como utilizá-lo na igreja, como em como criar outros novos materiais localmente, como também em como desenvolver sua própria fé que é bastante desafiada e desenvolvida à medida que você consegue aproveitar a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rob_Bell" target="blank"&gt;Rob Bell&lt;/a&gt; é pastor da &lt;a href="http://www.mhbcmi.org/findex.html" target="blank"&gt;Mars Hill Bible Church&lt;/a&gt; em Michigan, quando apresentam essa igreja, apresentam-na como a igreja que mais cresce nos Estados Unidos. Acho que a repercussão do Nooma junto com imagem que ele tem montado de um pastor &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;cool&lt;/span&gt;, tem atraído várias críticas a ele. Pelo que vi, tem se destacado por ser um pastor que busca entender o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;background &lt;/span&gt;judeu dos ensinamentos de Jesus Cristo, você consegue notar o quanto ele recorre ao hebraico em vários de seus vídeos assim como à cultura hebraica. No site do Nooma ele mesmo recomenda uma &lt;a href="http://www.nooma.com/Info/Speaker.aspx" target="blank"&gt;lista de vários livros&lt;/a&gt; sobre Jesus Cristo e o Novo Testamento em um contexto judeu. Ele também escreveu o livro &lt;a href="http://www.zondervan.com/Cultures/en-US/Product/ProductDetail.htm?ProdID=com.zondervan.9780310263456&amp;amp;QueryStringSite=Zondervan" target="blank"&gt;Velvet Elvis&lt;/a&gt;, onde você encontra uma boa base do que você assiste no Nooma e “&lt;a href="http://www.zondervan.com/Cultures/en-US/Product/ProductDetail.htm?ProdID=com.zondervan.9780310263463" target="blank"&gt;Sex God&lt;/a&gt;” que está sendo lançado agora. Além disso, promoveu em 2006 um tour nos Estados Unidos chamado “&lt;a href="http://www.zondervan.com/cultures/en-us/newsroom/rob+bell+tour.htm?querystringsite=zondervan" target="blank"&gt;Everything is Spiritual&lt;/a&gt;” com a renda alocada para a &lt;a href="http://www.wateraid.org/" target="blank"&gt;WaterAid&lt;/a&gt; que trabalha em encontrar água em cidades inóspitas.&lt;br /&gt;Se você for comprar, preste atenção nas taxas de frete que parecem ser as mesmas tanto para 1 como para os 14 DVDs: US$ 22.50. Lembre-se também do imposto de importação de 60% sobre o preço do DVD que você paga na retirada do produto aqui no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuição de Luis Fernando Batista do &lt;a href="http://lfbatista.blogspot.com"&gt;Checklist Para Viver o Cristianismo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-116894361477312690?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/116894361477312690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=116894361477312690&amp;isPopup=true' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/116894361477312690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/116894361477312690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2007/01/o-que-o-nooma.html' title='O que é o Nooma'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-116203954801322346</id><published>2006-10-28T09:29:00.000-03:00</published><updated>2006-10-28T14:23:22.296-03:00</updated><title type='text'>Outra Igreja</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;“A Igreja é, ao mesmo tempo, organismo espiritual e instituição social. O grande&lt;br /&gt;desafio é o constante arrancar das ervas daninhas da institucionalização de modo&lt;br /&gt;que organismo espiritual encontre espaço para florescer, frutificar e se&lt;br /&gt;alastrar.” (pg. 85)&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Em Outra Espiritualidade – fé, graça e resistência (&lt;a href="http://www.mundocristao.com.br/"&gt;Editora Mundo Cristão&lt;/a&gt;), Ed René Kivitz promove o abandono “da espiritualidade do senso comum evangélico” – e propõe “um resgate dos aspectos essenciais à fé cristã conforme se estabeleceram nestes mais de dois mil anos de história”. Divide sua obra em: Outro cristianismo (parte 1), Outra igreja (parte 2), Outro céu (parte 3), Outra fé (parte 4), e Outras coisas (parte 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pega pesado no “núcleo que resume como este segmento religioso da sociedade articula sua crença e seu &lt;em&gt;modus vivendi&lt;/em&gt;”. Seu foco está em várias outras possibilidades – num sentido claro de construção de uma agenda positiva para o nosso atual momento. O nosso meio é um deserto em propostas contextualizadas e vivas. Há certamente algumas ilhas – porém em sua maioria carentes de equilíbrio. Há muita ortodoxia sem piedade e muita piedade sem ortodoxia. A própria blogosfera ‘cristã’ é sinal claro disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kivitz enfatiza logo no início que o lado construtivo dessa “outra” é a busca da espiritualidade do senso comum da tradição cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os editores por sua vez, se sentiram no “dever de publicá-lo” pois diante de um quadro singular porque passa a Igreja brasileira, “Ed René Kivitz faz parte de um grupo que representa uma espécie de desobediência civil às tendências da maioria de seus contemporâneos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou amigo do Ed há mais de 15 anos. Ele faz parte dessa nova geração que ‘nos’ sucedeu na década de 90. Acho que ele olhava para ‘nós’ pensando: ‘um dia vou fazer parte do núcleo’. Eu acho – nunca me certifiquei disso. À época, ele já começava a se destacar. Mas aqueles ‘nós’, eu incluiria o Caio Fabio, o Ariovaldo, o Osmar, o Robinson, o Bomilcar, o Guilherme, o Dieter, o Alex, e até o próprio Gondim ... entre vários outros. Eu – bem – eu ficava só nos bastidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sómente nestes últimos dois anos é que nossa amizade, convivência e o relacionamento pastoral (hoje estou na &lt;a href="http://www.ibab.com.br/index.html"&gt;IBAB&lt;/a&gt;) se intensificaram para valer. Realmente estamos mais próximos. E eu gosto do cara. É difícil não ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um parêntesis aqui. O tempo dirá que estou certo nessa facilidade de gostar do cara. Mesmo os mais discordantes (e hiperbólicos defensores da fé), após um diálogo honesto com ele, certamente sairão com mais pontos conciliados e acordados (pelo e para o bem do Reino). É claro que incluo os verdadeiramente bem intencionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo 17 do seu recém lançado Outra Espiritualidade, o autor lista alguns pontos que levam a igreja a um intensivo e maléfico caminho de institucionalização. Destaco alguns dos pontos elencados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Liderança personalista.&lt;/em&gt; Perda da visão de I Coríntios 12 privilegiando ministros tidos como especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ministração quase exclusiva à massa sem rosto.&lt;/em&gt; Voltados para o crescimento numérico e valorização a ministração de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rede de relacionamentos funcionais.&lt;/em&gt; As relações deixaram de ser afetivas e se tornaram burocráticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rotatividade de líderes chamados leigos.&lt;/em&gt; Muitos lideres se sentem usados, explorados, mal-amados, desconsiderados e negligenciados. Há um moer de corações pela máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Falta de preocupação com o discipulado.&lt;/em&gt; A instituição está mais preocupada com uma agenda externa e visual (podemos incluir: concreta – quando da construção de sua sede), do que em transformar vidas de dentro para fora. Não há acompanhamento pastoral e discipulador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Proclamação utilitarista.&lt;/em&gt; Quando os ministérios institucionalizados se alimentam de desespero e conveniência. A mensagem proclamada nada tem a ver com aquele bom e velho Evangelho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos em si não são de todo novidade. É parte da sua ‘pregação escrita’ que manteve por anos na coluna Diálogo da revista &lt;a href="http://www.eclesia.com.br/"&gt;Eclésia&lt;/a&gt;. Assim como seus pensamentos há tempo cristalizam que seu chamado é para ser um ‘virador de mesa’. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando do seu primeiro livro, ele já quebrava os paradigmas do culto, do clero e do templo. Ed não foi o primeiro a escrever e a pôr em prática esse jeitão revolucionário. Só que o homem não pára! E sempre aperta a seringa até o seu limite – não deixa sobrar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas falas e seus escritos precisam ser mantidos em contexto. Muitos tentam fazer uma exegese teológica-doutrinária pinçando uma frase de um diálogo num contexto pastoral. Desprezar a sagacidade, a inteligência e o senso de oportunidade num momento em que (ungido pelo Espírito Santo) se ministra a corações despedaçados – é muito mais que injusto e irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais acerca do pensamento de Ed René Kivitz pode ser lido em seu recém inaugurado e já polêmico blog – &lt;a href="http://outraespiritualidade.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para quem quer acompanhar as mensagens dominicais de sua pregação, a Eliene de Jesus Bizerra no seu blog &lt;a href="http://www.conhecer.blogger.com.br/index.html"&gt;Prosseguindo em Conhecer &lt;/a&gt;transcreve quase que de maneira católica. É um trabalho de fôlego, principalmente porque Ed tem pregado praticamente todos os domingos de manhã e à noite. Para quem tiver interesse vai encontrar preciosidades no blog da Li (que é duplamente &lt;em&gt;de Jesus&lt;/em&gt;). &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-116203954801322346?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/116203954801322346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=116203954801322346&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/116203954801322346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/116203954801322346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/10/outra-igreja.html' title='Outra Igreja'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114874127436950017</id><published>2006-05-27T11:35:00.000-03:00</published><updated>2006-05-27T11:56:23.546-03:00</updated><title type='text'>Síndrome de Nínive</title><content type='html'>&lt;blockquote id="2fe911e9"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/fish.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/fish.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Por Thomas Hahn&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Aí Deus disse para Jonas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá até Nínive e dá um jeito naqueles bárbaros assírios. Avisa que se eles não se emendarem de seus caminhos, serão destruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é Deus, mas tudo tem sua hora, o seu momento. É verdade que a turma de Nínive estava abusando da corrupção, da violência, do descaso para com Deus. Mas eram pagãos, não eram? E Deus era o Deus exclusivo da Igreja Evangélica de Jonas, em pleno desenvolvimento espiritual (53% dos membros achavam que tinham crescido espiritualmente nos últimos 12 meses, mercê da fabulosa série de sermões sobre espiritualidade zen proferidas por Jonas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Jonas sofresse um ataque da parte daqueles ímpios? E se não pudesse completar sua série de sermões? Aquilo, sim, é que era obra de Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Me desculpe Deus”, teria dito Jonas, “Eu vou, sim, mas não para o Norte, para Nínive, mas sim para o Sul, participar de uma conferência (abençoada) sobre, justamente, a Espiritualidade Zen no Contexto Lacasiano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Jonas não levou em consideração é que sua desobediência a Deus poderia afetar, negativamente, a si próprio (três dias no estômago de um peixe deixam você com um odor meio, digamos, pungente) e à sua Igreja, que começou a viver escândalos e futricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, porém, Jonas se arrepende e decide obedecer a Deus, e rumar para Nínive, capital da Assíria, a tempestade se acalmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, sua performance em Nínive foi, para dizer o mínimo, amadorística. Principalmente para um profeta com a quilometragem de Jonas. Não foi convidado para dar conferências em igrejas evangélicas, pelo simples motivo de lá não existirem. Ficou tristemente limitado a pregar em praça pública. E, para curiosos e bêbados (além de alguns cachorros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a mensagem? Totalmente ultrapassada: Arrependam-se, ou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que Deus era (continua sendo) Deus. Nínive inteira se arrependeu, para o intenso desgosto de Jonas – não eram eles os não-escolhidos de Deus? Que negócio é este? Mas, naquela hora, houve salvação em Nínive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos profetas, se os há, estão na fase 1 de Jonas. Interessados em tudo, menos no enfrentamento da corrupção e da violência que subjuga o brasileiro. Não indo para Nínive, não pregando o arrependimento com perdão, ou então a condenação. Não querendo fazer um papelão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o nosso barco vai afundar, Jonas!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114874127436950017?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114874127436950017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114874127436950017&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114874127436950017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114874127436950017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/05/sndrome-de-nnive.html' title='Síndrome de Nínive'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114627241246745646</id><published>2006-04-28T21:51:00.000-03:00</published><updated>2006-04-28T22:00:12.493-03:00</updated><title type='text'>O que 147 alces me ensinaram sobre a oração</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/1600/alces.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/320/alces.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Philip Yancey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor Brennan Manning, que dirige retiros espirituais várias vezes por ano, certa vez me falou que não há uma pessoa que tenha seguido suas instruções para um retiro de silêncio que não tenha conseguido ouvir a Deus. Intrigado e um pouco cético, eu me inscrevi para um de seus retiros, este com a duração de 5 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os participantes se encontravam com Brennan por uma hora, diariamente, tempo em que ele nos daria algumas tarefas em meditação e trabalho espiritual. Também nos encontrávamos para o culto diário, durante o qual só Brennan falava. Fora disso, nós éramos livres para gastar nosso tempo como quiséssemos, com apenas uma exigência: duas horas de oração por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu duvido que eu já tivesse dedicado mais de 30 minutos à oração em alguma outra ocasião, na minha vida. No primeiro dia eu perambulei por uma campina até seu limite, e me sentei no chão, com as costas apoiadas no tronco de uma árvore. Eu tinha trazido comigo a tarefa de Brennan para o dia e um notebook para poder registrar meus pensamentos. Por quanto tempo vou me manter acordado? – eu me perguntava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha grande sorte, uma manada de 147 alces (eu tive tempo suficiente para contá-los) passeava exatamente no campo em que eu estava sentado. Ver um alce já é excitante; ver 147 alces no seu habitat simplesmente nos faz cativos. Mas logo eu aprendi que observar 147 alces por duas horas é, no mínimo, entediante. Eles abaixavam as cabeças e mastigavam grama. Levantavam as cabeças simultaneamente e olhavam para uma gralha estridente. Abaixavam as cabeças novamente e mastigavam grama. Por duas horas, nada além disso aconteceu. Não houve ataque de leões da montanha; não houve confronto entre búfalos. Todos os alces se inclinavam e mastigavam grama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, a total placidez da cena começou a me afetar. Os alces não tinham se dado conta da minha presença, e eu simplesmente me introduzi no seu ambiente, assimilando o seu ritmo. Já não pensava mais no trabalho que havia deixado em casa, nos prazos de entrega me encarando, na leitura que Brennam havia me indicado. Meu corpo relaxou. No silêncio dominante, minha mente se aquietou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quanto mais aquietada estiver a mente”, escreveu Meister Eckhart, “mais poderosa, de mais valor, mais profunda e mais perfeita será a oração.” Um alce não tem que se trabalhar para ter uma mente aquietada; ele se satisfaz em permanecer num campo o dia inteiro com seus companheiros alces, mastigando grama. Um apaixonado não tem que se esforçar para dispensar atenção à sua amada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu orei pedindo, e num momento fugaz recebi – esse tipo de devoção a Deus que arrebata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhuma outra ocasião tornei a ver os alces, embora toda tarde eu procurasse por eles nos campos e floresta. Durante os dias seguintes eu disse muitas palavras a Deus e também me sentei em silêncio na sua presença. Fiz listas e muitas coisas me vieram à mente, mas não teriam vindo se, uma vez, eu não tivesse me sentado no campo por horas. A semana se tornou uma espécie de check-up espiritual que apontou caminhos para um futuro crescimento. Não houve uma voz audível. No entanto, ao final da semana eu tive que concordar com Brennan: eu ouvi Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me tornei mais convencido que nunca que Deus encontra maneiras de se comunicar com aqueles que verdadeiramente o buscam, especialmente quando diminuímos o volume dos ruídos à nossa volta. Eu me lembro de ler o depoimento de uma pessoa que, em sua busca espiritual, interrompeu uma vida atribulada para passar alguns dias num mosteiro. “Eu espero que você tenha uma estadia abençoada”, disse o monge que mostrou ao visitante sua cela. “Se você precisar de alguma coisa, fale conosco, e nós o ensinaremos a viver sem ela.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós aprendemos a orar fazendo orações, e duas horas concentradas por dia me ensinaram muito. Para começar, eu preciso pensar mais em Deus do que em mim, enquanto estou orando. A própria Oração do Senhor foca primeiro naquilo que Deus quer de nós. “Santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade” – Deus quer que desejemos essas coisas, que orientemos nossas vidas nelas.&lt;br /&gt;Com que freqüência eu me chego a Deus não com pedidos de um consumidor, mas simplesmente com o desejo de passar um tempo com Ele, de discernir o quê Ele quer de mim, e não vice versa? Quando eu fiz isso no campo de alces, misteriosamente descobri que a resposta às minhas orações por uma orientação girava em torno da minha pessoa, o tempo todo. Nada mudou, a não ser os meus receptores; através da oração eu os abri para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas chamaram a oração meditativa de um ato sem proveito, porque nós a fazemos não com o intuito de conseguir algo, mas espontaneamente, tão inútil quanto uma criança brincando. Depois de um tempo maior com Deus, minhas demandas urgentes, que pareciam tão importantes, passaram a ter um novo enfoque. Eu comecei a pedir por elas para o bem de Deus, não para o meu próprio. Embora minhas necessidades possam me levar a orar, é lá que eu chego face-a-face com minha maior necessidade: um encontro com o próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por Talita A. M. Ribeiro - Christianity Today&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114627241246745646?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114627241246745646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114627241246745646&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114627241246745646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114627241246745646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/04/o-que-147-alces-me-ensinaram-sobre.html' title='O que 147 alces me ensinaram sobre a oração'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114330981062083737</id><published>2006-03-25T14:57:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T15:03:30.620-03:00</updated><title type='text'>Ed René Kivitz  -</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/1600/Ed%20Ren%3F%3F.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/320/Ed%20Ren%3F%3F.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Está no meu colo já há uns bons dias essas anotações da fala do Ed René Kivitz no evento do Vida Acadêmica , realizado na Bienal do Livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, quero fazer um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;disclosure&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: o cara é muito amigo. Tanto é que a minha primeira escolha, ano passado na mudança para Sampa foi ir pra a IBAB (e de brinde ganhei o Arizão – outro precioso irmão e amigo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso dizer dessa minha consideração pelo Ed, pois é uma amizade construída no tempo. Uns 15 anos pra mais. Ele vinha à redação de Kerigma para compartilhar seus sonhos e projetos, e eu ficava ouvindo e vez ou outra dava uns pitacos. É impressionante como Deus fervilha sonhos em seu coração, e no ponto de ebulição, deixa subir à cabeça. E daí pra realização é dois palitos. Isso foi no começo dos anos 90. E como amizade é igual a jardim, cultivei desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro lado da verdade nessa amizade, é que admirar um cara inteligente, empreendedor e corajoso é fácil. Um cara porém, que une essas qualidades e, talvez por isso mesmo, atue com muito desprendimento no meio evangelical - você admira ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isso é apenas uma introdução ao post de sua palestra, em outra oportunidade resumiremos seus dados biográficos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114330981062083737?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114330981062083737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114330981062083737&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114330981062083737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114330981062083737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/03/ed-ren-kivitz.html' title='Ed René Kivitz  -'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114330940497237652</id><published>2006-03-25T14:43:00.000-03:00</published><updated>2006-03-25T15:22:42.836-03:00</updated><title type='text'>Além da Religião</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/1600/Lamb.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/320/Lamb.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Palestra realizada no evento VIDA ACADÊMICA - Bienal (14/03/2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas da apresentação de Ed René Kivitz (em formato livre)*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;René Girad é um antropólogo cristão (católico) que através de seus livros nos ajuda a entender aspectos do Cristianismo que vão além da religião. Seus livros – para citar alguns são: Violência e o Sagrado, O Bode Expiatório, Longo Argumento do Principio ao Fim, Eu Via Santanás Cair do Céu como um Raio (Edição Portuguesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como Girard desenvolve sua análise, principia com o 10º mandamento ... “Não cobiçarás ...”. A construção é feita em cima da dominação mimética do ser humano de querer imitar seu próximo, ser igual a ele. É na quebra deste mandamento que geramos tensão e violência. E como o povo peca em conjunto, a violência é coletiva. Somos seres desejantes – sem saber por que, queremos, desejamos, ansiamos, cobiçamos ... Diferente de apetite que é um atributo natural e físico, o desejo vai além. Como um símbolo a ser alcançado, quero imitar o outro. SE eu admiro alguém, vou aspirar ser igual a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade de consumo sabe trabalhar bem essa mecânica. As propagandas usam o ‘meu ídolo’ que possui, que veste, que tem algo – e esse algo eu vou desejar também. Eu quero igualmente usar, vestir, ter. Apesar de iguais – humanamente falando, nos tornamos rivais pois os objetos de desejo são escassos. A violência coletiva é gerada a partir daí. Por isso de: todos contra todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos de lado nosso objeto de desejo, para dar seqüência à violência. A própria violência é mimética. Não podemos nos satisfazer, então temos que partir para a violência, gerada que foi pelo ponto de tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senso de sobrevivência propôs um ponto de fuga. Ao invés de todos contra todos, escolhamos um bode expiatório. Sabemos que o problema está na sociedade, mas a forma de resolvermos essa tensão é através do sacrifício de um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;".. e que não pereça toda a nação."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No evangelho vemos em João 11:50 as palavras de Caifás (propondo a solução dentro desse arquétipo) “É melhor que um só morra, para preservarmos a nação” Poderia ser algo assim: “Vocês Os Romanos vão perder a paciência conosco e vão nos aniquilar como nação – é melhor a gente entregar esse homem,  e que ele sirva de bode expiatório”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um paralelo aqui com o Édipo que foi castigado e expulso. Um sacrifício para apaziguar os deuses. A paz voltou após isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião portanto constrói o altar para o bode, e toma o bode para justiça – realizando o sacrifício. O bode é assim divinizado. A sociedade estabelece o rito – o que não é a missa a não ser a repetição do sacrifício de Cristo? O rito é a substituição do fato a ser repetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nos evangelhos mitos idênticos, com uma diferença substancial – daí que faz do Cristianismo (o verdadeiro) não uma religião. E daí que o outro cristianismo (o não verdadeiro) é uma imitação de atos religiosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos outros mitos, o bode é culpado, logo sua morte é justificada e bem vinda. Esse bode participou dos problemas, dos erros e das culpas, junto com todo o povo. Então se usarmos o bode – que é igualmente culpado, não estaremos errando de todo, e ainda por cima vamos nos livrar da culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jesus é o Cordeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente aqui que não podemos nos perder! Por que Jesus não é bode – é Cordeiro! Ele não tem culpa! Diferente do bode ele é inocente! E se o bode fazia parte do povo culpado, já não podemos usar a figura com Jesus, pois ele é inocente como um Cordeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O salmista interpreta e antecipa esse sentimento de Cristo à beira da morte: “Fiz coisas boas, sinais vários. Por que o povo me odeia?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum momento Jesus vem como bode, mas sim como Cordeiro, por ser sinônimo de limpeza, de pureza. E assim se repete ao longo do livro de Atos: “Vocês mataram um inocente” era a pregação recorrente. E mais (no evangelho completo) Deus ressuscita o inocente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte, a última das desgraças, estava associada ao destino imposto pelos deuses. Morrer significava perdedor. Perdedor era o errado, o culpado. Veja o exemplo dos duelos medievais e até alguns séculos atrás: não era para ver quem era melhor (com a espada, como tiro), era para literalmente deixar nas mãos de Deus que a justiça seria feita à maneira dEle!! Deus não ficaria neutro, penderia para algum dos lados, e com certeza para o lado certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Davi e Golias foi um duelo. Como Davi poderia perder? O imperador romano já vaticinava: “Quem vai se levantar contra Roma? Os deuses estão do nosso lado!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos que com Cristo, as coisas mudam. Primeiro por Ele ser inocente. Depois por Deus te-Lo ressuscitado, e em terceiro lugar, porque Deus não estava do lado do algoz. Diferentemente do principio do bode expiatório, Deus se solidariza com a Vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todo sacrifício em nome de Deus é errado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Girard cita I Coríntios 15 como um argumento de que Satanás não tinha idéia do que significava a morte de Cristo, nem da sua ressurreição. Ele foi pego de surpresa. Satanás não participaria do processo do bode expiatório se ele entendesse que não era um bode expiatório – e sim a morte e a ressurreição do Cordeiro inaugurando um novo tempo. Não vai ter mais sangue. A partir de agora Deus vai ficar do lado da vítima. Quem mata, mata Deus. Todo sacrifício em nome de Deus é errado! Porque o sacrifício vitima alguém, e Deus não está mais do lado do sacrifício porque essa era cessou – acabou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para sustentar um processo de vitima e de sangue (sacrifício) em nome de Deus ou da religião, pois Deus não quer mais sangue. E Ele vai sempre ficar do lado da vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Jesus morreu, Ele quebra a lógica de vitimar. O Cristianismo (com e no) é o desaparecimento da religião. Esse é o grande fenômeno cristão por excelência! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma religião que exige sacrifício é diabólica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender a Graça é entender o verdadeiro Cristianismo. Uma religião que exige sacrifício é diabólica. Por isso muitos dos evangelicais precisam ler e estudar Girard. É uma leitura necessária. Uma igreja que vive da culpa e do medo, gera violência e nunca vai ser promotora da paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o sermão do monte, e o significado da misericórdia, do pacificador, do amor, da compaixão, da solidariedade. Amar os amigos é fácil, ame os inimigos. Dê a outra face. Ande uma milha a mais, dê a capa e o sobretudo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidariedade não é para quem merece. É para quem precisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há motivos que nos levam à angustia? Se não passarmos essa angustia por Deus, para Deus, seremos irresponsáveis. Vamos correr o risco de sermos violentos, motivados por raiva, por vingança. Deixamos a angustia dominar nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja verdadeira precisa mobilizar um exército de pacificadores e misericordiosos.  Há angustia no nosso coração? Essa angustia é a semente de um sonho – é onde vem a esperança. A palavra pastoral: a oração vai regar essa semente. A gente leva para Deus a angustia, e Ele devolve esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*(Anotações feitas e transcritas por Volney Faustini  - sem revisão do preletor)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114330940497237652?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114330940497237652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114330940497237652&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114330940497237652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114330940497237652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/03/alm-da-religio.html' title='Além da Religião'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114311387459709862</id><published>2006-03-23T08:31:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T08:37:54.610-03:00</updated><title type='text'>ORA ET LABORA</title><content type='html'>I ENCONTRO DA IRMANDADE EMÁUS&lt;br /&gt;(formação espiritual, cura, amizade e missão)&lt;br /&gt;Vinhedo SP, de 20 a 23 de abril de 2006 – &lt;br /&gt;Casa de Retiros Siloé – Mosteiro Beneditino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tema: ORA ET LABORA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A oração como escuta e a missão como projeto de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem?&lt;br /&gt;Homens e mulheres comprometidos com o Evangelho de Cristo que desejam vivenciar mais da Espiritualidade Clássica e da Missão Integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestras:&lt;br /&gt;- Aprendendo com os doutores da Igreja: &lt;br /&gt;Bento de Núrcia, Agostinho de Hipona e Tereza d´Ávila.&lt;br /&gt;- A espiritualidade do feminino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exercícios espirituais, vivências e grupos:&lt;br /&gt;Lectio Divina, Oração Centrante, experiência de Taizé &lt;br /&gt;Vivências: Liturgica, Eucarística e do Filho Pródigo, &lt;br /&gt;Grupos mentoriados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Participação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enedina Redondo, Isabelle Ludovico da Silva, Gerson Borges, David Alencar, Waldney Carmignani, Ronaldo Perini, Sebastião Molina, Ivo Moreira, Luiz Santos e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção Espiritual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Osmar Ludovico da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inscrições e mais informações escreva para: Ronaldo Perini - prperini@terra.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114311387459709862?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114311387459709862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114311387459709862&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114311387459709862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114311387459709862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/03/ora-et-labora.html' title='ORA ET LABORA'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114290856333602531</id><published>2006-03-20T23:12:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T23:36:03.353-03:00</updated><title type='text'>Luiz Henrique Mello</title><content type='html'>Este é outro precioso irmão, de longa data e de muitas parcerias e caminhadas conjuntas. Lou, teve ainda bem jovem, a positiva influência de pelo menos três grandes gigantes do evangelicalismo brasileiro: Tio Cássio (seu primeiro pastor-evangelista), Dale Kietzman (mentor da diaconia técnica e precursor da terminologia do Desenvolvimento - a part extra muros das organizações que precisam levantar suporte financeiro), e não menos importante, o Prof. Dr. Russell Shedd (dispensando comentários adicionais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua conversão teve o acompanhamento da comunidade Cristo Salva de Indianópolis. Na atuação missiológica teve uma participação chave em Portas Abertas. E pra `pegar o rumo` ... fez a Teológica. Depois disso as experiências se multiplicaram - e pelo menos em causos, enriqueceram-no!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta primeira participação em Kerigma Online, Luiz Henrique compartilha aspectos intimos e reveladores da experiência com Thomas, que ele e Dedé como pais Têm vivido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Missionário, pastor, professor, nerd, consultor de ongs ... das muitas qualificações a que mais tem sentido é a de companheiro de caminhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114290856333602531?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114290856333602531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114290856333602531&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114290856333602531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114290856333602531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/03/luiz-henrique-mello.html' title='Luiz Henrique Mello'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114273573170052259</id><published>2006-03-18T23:23:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T08:43:33.356-03:00</updated><title type='text'>Cada Dia Será Como Deus Quiser</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/sun%20set%203.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/sun%20set%203.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Por Luiz Henrique Mello&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos da experiência envolvendo nosso filho caçula, o Thomas, um cardiopata congênito, há muito a ser dito. Não consigo imaginar, quando vou parar de descobrir novos ângulos relacionados a essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que, em termos teológicos, o Fábio Adiron foi muito feliz em seu excelente artigo, publicado nesse mesmo blog. Meu acréscimo já foi mencionado em artigo intitulado “Uma Nova Teologia”, publicado em &lt;a href="http://luizhmello.blogspot.com/"&gt;meu Blog&lt;/a&gt;. Todo esse acontecimento nos fez repensar nosso sistema de crenças e tratar de alargar as estacas das nossas tendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentarei abordar esse tema, um pouco mais, pela ótica das sensações, dos sentimentos, do relacionamento e com algumas consequências mais práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira pergunta que veio a minha cabeça quando me comunicaram o veredicto: “Seu filho tem um mal congênito, de natureza grave e complexa no sistema circulatório, principalmente no coração”, foi: “Espera ai, como isso pode estar acontecendo comigo?” Na verdade, estava acontecendo com o Thomas. Eu, minha esposa e os irmãos dele éramos as outras vítimas, atingidos indiretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro acontecimento interessante foi a reação do pastor de nossa Igreja. Segundo a teologia dele, na época, essas coisas seriam consequência de pecado. Então, procurou-nos em nosso momento de dor, para convencer-nos a pedir perdão por algum pecado nosso oculto, capaz de ocasionar a cardiopatia no Thomas. Sem comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os médicos que o atenderam logo de início, o problema poderia ser minimizado com procedimentos cirúrgicos, mas, não havia garantias. Se ele superasse as primeiras horas ou dias, as chances de sobrevivência aumentariam. Isso criou, em mim, um sentimento de gratidão jamais experimentado ou imaginado. Cada novo dia ao lado do Thomas é uma dádiva nova de Deus, certamente. No próximo 11 de maio, comemoraremos 18 anos de gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa desenvolveu um sistema de crenças mais elaborado e surpreendente, a partir dai. Certa vez, logo depois do nascimento de nosso filho, estávamos na porta do Colégio Batista para resgatar os dois mais velhos, quando uma mãe se aproximou dela e, com os olhos cheios de lágrimas, perguntou: “Como você está conseguindo suportar isso?” A resposta encheu os meus olhos de lágrimas, quando ela disse: “Eu li em um livro da Corrie Ten Boon que quando ela era pequena e estava assustada por não saber se Deus a livraria de um grande problema, se isso viesse a acontecer, seu pai lhe perguntou: Quando vamos para a capital a que horas compramos a passagem para embarcar no trem? Ao que a menina respondeu: Um pouco antes de entrarmos no trem. Então, continuou o sábio pai, quando e se esse problema chegar, um pouquinho antes, Deus te dará o necessário para enfrentá-lo.” Assim, concluiu minha esposa, eu nunca tinha imaginado a possibilidade de ser mãe de um filho com esse problema ou outro qualquer, mas, um pouquinho antes dele nascer, Deus me deu os recursos necessários para enfrentar essa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros cinco dias do Thomas se passaram dentro da UTI do hospital. A equipes de médicos e enfermagem revezavam-se em turnos e criamos um bom relacionamento com eles. Entretanto, uma noite, quando entrei para visitar o Thomas, fui expulso da UTI pela enfermeira chefe que assumira o plantão noturno. Minha primeira reação foi uma mistura de ódio e abandono, de raiva e impotência ou algo assim, mas, surgiu em minha mente um pensamento estranho, mas, consolador de certa forma: Pensei, “ela não sabe o que faz”. Só faltou pedir a Deus para perdoá-la, por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses dezoito anos, foram duas cirurgias de tórax, inúmeros procedimentos invasivos com cateteres (cateterismos), centenas de exames chatos ou doloridos, mas, isso parece ter sido, sempre, o menos importante. Para o Thomas, surgiram limitações de ordem sociais muito importantes. Ele e todos nós, descobrimos que a sociedade não está preparada para conviver com pessoas cujo aspecto fuja demais aos padrões aceitos. Começamos a reparar, como nunca, que há toda uma cultura determinadora dos biótipos aceitáveis ou inaceitáveis. Através da propaganda, principalmente, essa cultura é construída. No mundo da propaganda, das novelas, cinema, revistas, etc, essas pessoas só aparecem para pedir esmolas ou perpetuar seus dramas. Eles não fazem parte da vida cotidiana de ninguém. Parece não haver esse “tipo” de pessoas no ideário dos meios de comunicação. Esse fato, acaba determinando o comportamento da maioria das pessoas em todos os lugares. A primeira instituição que o Thomas teve que abandonar foi a escola. Depois, percebemos não haver lugar para ele e para nós na Igreja, também. Até encontrar trabalho ficou mais difícil. As pessoas, por diversas razões de ordem emocional, não querem contratar o pai, a mãe ou o irmão de alguém com esse problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet passou a ser o mundo do Thomas. A imagem que as pessoas têm dele é aquela que ele escolhe divulgar. Então, ai o relacionamento torna-se igual e democrático para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos muita coisa, ou não temos muito a dizer sobre o futuro do Thomas. Muito antes de ele vir ao mundo fui preparado para ele através de um filme cujo título era: “Cada dia será como Deus quiser.”. Assim tem sido a vida do Thomas e a nossa. Cada dia pertence ao Senhor. Então, cabe a Ele determinar tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114273573170052259?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114273573170052259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114273573170052259&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114273573170052259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114273573170052259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/03/cada-dia-ser-como-deus-quiser_18.html' title='Cada Dia Será Como Deus Quiser'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114224457503464929</id><published>2006-03-13T07:02:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T07:09:35.056-03:00</updated><title type='text'>Fábio Adiron</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/Fabio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/Fabio.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fábio Adiron Ribeiro é o mais recente integrante da Equipe Kerigma Online. Fábio é um irmão mais que especial - pouco conhecido no mundo evangelical (fora de sua denominação presbiteriana), mas muito conhecido por sua forte atuação e participação nos movimentos de inclusão social e por sua brilhante carreira como especialista, professor e consultor em Marketing Direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oriundo de tradicional família cristã, Adiron é presbitero, estudioso da Palavra e músico de mão cheia (e coração também). Casado e pai de dois filhos, tem vivido uma aventura, pela graça de Deus, com o caçula Samuel, portador de SD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo um extrato de um &lt;em&gt;ping-pong&lt;/em&gt; com perguntas e respostas para conhecermos um pouco desse precioso irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é o seu cuidado com o Samuel?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cuidados com o meu filho, são os mesmos que com qualquer outra criança, com duas exceções. A primeira é que ele nasceu com uma cardiopatia congênita (fato que ocorre com mais frequência na SD, mas também acontece com outras crianças sem SD) e, portanto, precisou de cuidados médicos adicionais até ser submetido a uma cirurgia corretiva. Além disso, o que é muito importante para crianças com SD é a estimulação precoce, que nada mais é do que antecipar estímulos para que o desenvolvimento seja o mais próximo do padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais experiencias de superações e sentimentos você pode compartilhar conosco?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu teria de fazer uma lista. Mas acho que a melhor definição é a seguinte : mesmo sempre acreditando que ele vai fazer as coisas, a gente sempre tem, lá no fundo, um sentimento de que ele vá ser limitado. E quando ele faz e, por conta própria, a gente se surpreende. Eu lembro que uma vez estavámos conversando eu, meu pai e o Samuel. Aí eu falei para o meu pai : "O Samuel já está lendo as letras pequenas...", ele (Samuel), me deu uma cortada e falou : "Pequenas não....minúsculas..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você é ativo na questão da inclusão e coordena um grupo de discussão - como é isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós temos um grupo de discussão com quase 800 pessoas entre pais, profissionais de saúde e educação. As experiências são as mais variadas. Discutimos as dificuldades (qual pai não tem dúvidas sobre a criação dos filhos ?) e as vitórias. Temos momentos felizes e outros nem tanto. Todos passaram pelo choque inicial da notícia, depois por uma fase de busca de culpados. Mas quando descobrem que não é o fim do mundo, vão à luta pelos filhos que amam. Alguns pais demoram um pouco mais para passar pela fase do luto. Raríssimos nunca saem dela. Os que vão em frente são muito felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o movimento de inclusão, como é essa luta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da inclusão é uma luta permanente. Quando falamos em inclusão não é preparar nossos filhos para essa sociedade que está aí, mas lutar para que a sociedade se modifique de forma a acolher bem todas as pessoas. Nós queremos transformar a escola, o trabalho, o lazer, em espaços que valorizem a diversidade. Isso incomoda muita gente que está firme e forte no seu status quo.Por outro lado, aqueles que estão se dispondo a se transformar e, assim, transformar o seu meio, estão descobrindo um mundo mais rico e mais valioso. Como diz a Profa Maria Tereza Mantoan da Unicamp : "Inclusão é o privilégio de conviver com a diferença". As pessoas que descobrem esse privilégio , descobrem junto que a vida pode ser muito melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114224457503464929?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114224457503464929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114224457503464929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114224457503464929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114224457503464929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/03/fbio-adiron.html' title='Fábio Adiron'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114216742118387564</id><published>2006-03-12T09:42:00.000-03:00</published><updated>2006-03-12T09:51:16.726-03:00</updated><title type='text'>A Bíblia e as Deficiências</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/down%20synd.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/down%20synd.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por Fábio Adiron&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram poucas as vezes que fui questionado sobre qual a posição que a minha igreja ou a minha religião tem em relação à questão da deficiência e, sempre acabei respondendo que não havia uma posição oficial ou formal a esse respeito. Mas, sendo ao mesmo tempo, presbítero e professor de escola dominical e pai de um menino com síndrome de Down, eu nunca fiquei satisfeito com essa resposta. A minha igreja é uma igreja calvinista que professa o tripé teológico reformado : “sola gratia, sola fides, sola scriptura” (só pela graça, só pela fé, só pelas escrituras), logo, foi justamente nas escrituras que fui buscar uma resposta. O meu texto é longo, porque são muitas as reflexões e são um ponto de partida para quem quer saber o que Deus pensa sobre as deficiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem criou a boca do homem ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo do começo da Bíblia, a primeira referência que encontrei estava em Êxodo 4, muitos podem até pensar que o livro que relata a saída do povo judeu do Egito é só sobre pragas, mandamentos e bezerros de ouro, mas lendo os 12 primeiros versículos desse capítulo encontramos Moisés em frente à sarça ardente, relutando contra o chamado que Deus lhe fazia e, num determinado momento ele diz : “Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.” (Êxodo 4:10-12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento Deus está assumindo a responsabilidade pela deficiência de Moisés. E Ele diz que fez isso intencionalmente! Logo, meu filho não é vítima de um “acidente genético”. Deus é o que fez dessa forma. Mas , o mais interessante é que Deus não vê atraso mental, nem cegueira, nem surdez como uma deficiência. Ele não vê nenhum movimento pelo qual o problema de fala de Moisés pudesse impedir que ele fizesse a obra para qual estava sendo chamado. Deus promete não só acompanhá-lo, mas a ensinar o que a sua boca deveria dizer. O sucesso de Moisés na vida não dependia de suas próprias habilidades, mas de Deus que estaria com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miquéias 6:8 diz : Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus? Não há nada aqui que impeça qualquer pessoa, com ou sem deficiência, de ser bem sucedida diante de Deus. A minha função como pai não é a de preparar os meus filhos (com ou sem deficiência) para ser um membro produtivo da sociedade, mas ensiná-los a respeito da justiça, da bondade e de como caminhar humildemente com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que mais a Bíblia fala sobre deficiências e problemas ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia diz muito mais a respeito de problemas de saúde. Um dos pontos que pais de crianças com algum problema enfrentam é o seguinte questionamento : se você diz que seu Deus é bom, como é que ele permite que essas coisas aconteçam ? Por que é que Ele faz com que a sua vida se torne mais complicada e lhe dá esse tipo de preocupação ? Existem dois patamares em que isso pode ser discutido, o primeiro é porque qualquer pessoa fica doente em algum momento da vida, outro é porque algumas pessoas em particular têm problemas ou deficiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista geral, a Bíblia deixa bem claro porque os homens têm um fim mortal. Por causa do pecado. Quando Deus criou o mundo e o homem não havia doença nem morte. Mas os nossos pais ancestrais, Adão e Eva pecaram, desobedecendo as ordens de Deus (Gênesis 2 e 3) e, nesse momento a morte passou a fazer parte da raça humana, uma herança que cada um de nós recebe ao nascer : “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” (Romanos 5:12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais adiante, no mesmo livro de Romanos, aprendemos que a morte não se aplica somente à raça humana mas a toda criação : “Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora. “ (Romanos 8:20-22)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós somos afetados. A partir do momento em que nascemos, os efeitos cumulativos de doenças hereditárias, a poluição dos nossos meios de vida, e uma hoste de vírus e bactérias vão destruindo aos poucos o nosso corpo até chegarmos à morte. A doença é apenas o início do processo de morte e é causada porque nós, pessoas, somos pecadores. Você pode até argumentar que não justo que paguemos pelo pecado de Adão, mas não demora muito para que você pratique os seus próprios pecados e essa “pena de morte” é tão certa para você como foi para Adão.&lt;br /&gt;Mas também existem boas notícias. Deus não nos deixa abandonados para morrer. No seu amor Ele desenhou um plano para resolver o problema criado por Adão e Eva. O seu plano se completou finalmente quando Deus mesmo se fez homem e morreu voluntariamente na cruz para pagar a pena de morte que cada um de nós merecia : “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia diz mais a esse respeito : “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” (Romanos 5:8), e mais : “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades ; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.” (Isaías 53:5-6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a razão pela qual todas as pessoas têm doenças é por causa do pecado. Mas tome um cuidado, o fato de uma pessoa estar temporariamente doente não significa que aquela doença específica foi o castigo por uma “má ação” ou que estar saudável, também temporariamente, indica uma pessoa que está vivendo em “pureza”. Essa falsa teologia da prosperidade não tem nenhuma base bíblica e só serve para confundir as pessoas. A verdade é, todos pecamos, todos vamos morrer, mas Cristo nos garante uma vida eterna através do seu sacrifício na cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por quê essa criança tem esse problema ?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os discípulos de Jesus fizeram essa pergunta em João 9:1-3. Eles se dirigiram a um homem que era cego de nascença e perguntaram : “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (João 9:2). Essa costuma ser uma reação comum ao sofrimento pessoal, pensar que eu estou sendo punido por Deus. Se alguém está doente é porque fez algo errado. Existe evidência a esse respeito na Bíblia, mesmo porque a escritura nos diz que colhemos o que semeamos. Esse homem tinha semeado pecado e estava colhendo sua deficiência ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é raro encontrarmos pais e mães de crianças com problemas se sentindo culpados por essa condição. Acreditam que Deus lhes deu essa criança para que eles reconhecessem os seus erros e se aproximassem mais d’Ele. Pensam que , se eles tivessem sido pessoas mais espirituais, seu filho não teria nascido daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente os pais daquele homem cego não estavam suficientemente próximos de Deus. Afinal de contas , quem realmente está ? Mas a resposta que os discípulos ouviram foi : “Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.”(João 9:3). Deus queria ser glorificado através da cura daquele homem e o tinha feito cego para que o mundo pudesse ver que Jesus tinha o poder para curar. Que papel fantástico aquele homem teve na história !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, Deus quer ser glorificado através da cura mas, em muitas outras vezes Ele recebe glória de outra forma. Na segunda carta que Paulo escreve à igreja de Corinto, ele fala a respeito de um “espinho na carne” que o torturava. Ele orava constantemente pedindo a cura desse mal. Claro que Deus poderia ser glorificado caso o curasse mas, nesse caso, Ele queria mostrar outro tipo de poder, o poder de agir através das fraquezas de uma pessoa. A resposta de Deus à oração de Paulo é : “a minha graça te basta, porque o eu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Coríntios 12:9). Por isso Paulo pode se vangloriar do seu defeito para que as pessoas vissem o poder de Deus agindo através dele. Essencialmente essa é a mesma resposta que Deus deu a Moisés em Êxodo 4. Deus usou um homem que era pesado de língua e de fala para libertar o povo de Israel da escravidão de forma que ninguém pudesse dizer que Moisés tinha feito isso pelos seus méritos, mas pelo poder de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca ouvi falar de uma pessoa com síndrome de Down que tivesse sido “curada”. Deus poderia fazer isso se quisesse. Mas Deus tem sido glorificado mesmo através das pesquisas feitas a partir dessa situação genética específica que é a trissomia 21. Muitas pessoas têm se interessado mais por bioquímica , e é a bioquímica, mais do que qualquer outro ramo da ciência que tem declarado que nós, humanos, somos o resultado de um projeto complexo e não um “acidente evolutivo”. Quanto mais as pessoas pesquisam a incrível complexidade das células, mais elas são levadas a crer que nós fomos maravilhosamente criados. E com isso glorificar o Deus da criação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114216742118387564?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114216742118387564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114216742118387564&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114216742118387564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114216742118387564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/03/bblia-e-as-deficincias_12.html' title='A Bíblia e as Deficiências'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114013843252302748</id><published>2006-02-16T22:02:00.000-03:00</published><updated>2006-02-16T22:07:12.540-03:00</updated><title type='text'>Paulo Brabo</title><content type='html'>Este mais recente integrante da equipe Kerigma é um irmão muito especial. Não é um achado exclusivo nosso. Muito antes, muitos outros já o tinham por perto. Entendam outros – aqueles bem articulados editores que convocam os serviços de Brabo para traduzir autores do calibre de John Stott e Brennan Manning.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente Paulo Brabo tem a seu favor um estilo e uma fluência escrita sem comparação – basta ler suas postagens ou mesmo o artigo a seguir. Bem, e quando se trata da blogosfera, iremos descobrir que o mais prolífico de todos nós, reside nas Índias Ocidentais (destino intencionado de Pedro Álvares Cabral), mais especificamente no Monastério de São Brabo, publicando no &lt;a href="http://www.baciadasalmas.com"&gt;Bacia das Almas &lt;/a&gt;– onde as idéias não descansam - uma variedade de posts debaixo de dezenas de rubricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase que invariavelmente na discordância, ele nos faz pensar um pouco além, ou pelo menos nos incita a despirmos a dura e rígida armadura exegética. Sempre de modo cordial, suas idéias vêm banhadas em amor – mesmo que seja na antítese de nossa afirmativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Roberto Purim, a.k.a. Paulo Brabo, ou para os mais próximos, simplesmente Brabo - é amável como um frei  ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114013843252302748?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114013843252302748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114013843252302748&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013843252302748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013843252302748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/paulo-brabo.html' title='Paulo Brabo'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114013551124082279</id><published>2006-02-16T21:04:00.000-03:00</published><updated>2006-02-16T21:34:24.513-03:00</updated><title type='text'>Pós-Modernismo e Proclamação</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/madonna.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/madonna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por Paulo Roberto Purim (a.k.a. Paulo Brabo)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comunismo saiu da arena principal e o islamismo ainda não tomou o seu lugar. Entre nós, cristãos, o esporte do momento é atacar o pós-modernismo e tudo que aprendemos a associar a ele: o &lt;em&gt;relativismo&lt;/em&gt; (ou o desprezo pela idéia de uma verdade única e irrefutável), o &lt;em&gt;misticismo&lt;/em&gt; (ou a busca por uma espiritualidade irresponsável e nos lugares errados) e ainda o seu &lt;em&gt;ceticismo tolerante&lt;/em&gt; (a desconfiança da validade de qualquer fé em particular aliado a um estranho respeito por todas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incumbiu-me o Volney de tentar explicar aqui porque não acredito que os cristãos devam temer a onda implacável da pós-modernidade, mas sim aprender a – por assim dizer – surfá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo (mas não me atenho necessariamente a) a lúcida exposição de Robert N. Nash Jr. em seu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;An 8-Track Church in a CD World&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem é o bicho e quantas cabeças ele tem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem fala em pós-modernidade está dividindo a história da civilização, muito grosseiramente, em três grandes períodos: a era pré-moderna, a era moderna e a era dos nossos dias - esta que, na falta de um nome melhor, convencionou-se chamar de "pós".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira era, a &lt;strong&gt;pré-modernidade&lt;/strong&gt;, começou com o primeiro homem e estendeu-se a até algum momento do século XVIII. Durante todo esse período o ser humano manteve-se, basicamente, um bicho místico. A vida estava além do controle do homem e só podia ser explicada em &lt;strong&gt;termos sobrenaturais&lt;/strong&gt;. Em geral não ocorreria a ninguém duvidar da realidade do mundo dos espíritos ou de coisa que o valha (digamos, o imaterial mundo das idéias de Platão), e todas as soluções aos problemas do ser humano dependiam da boa vontade de Deus ou deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto de 1700 a &lt;strong&gt;modernidade&lt;/strong&gt; fincou pé. A Renascença deu a primeira, o Iluminismo a segunda e definitiva estocada que tiraram Deus do centro das atenções e colocaram ali o homem e os esforços humanos - particularmente a razão. A principal característica da era moderna é a sua suprema confiança na mente humana. Gente como Descartes gravou a ferro e fogo na mentalidade ocidental a noção de que a &lt;strong&gt;razão&lt;/strong&gt; é o único caminho para o conhecimento, e toda a era moderna partiu do pressuposto de que a razão e a ciência (aplicadas em todas as áreas: saúde, política, urbanismo, ética) trariam as soluções necessárias para os problemas da humanidade. O sensato slogan da nossa bandeira brasileira, "Ordem e Progresso", é tipicamente &lt;em&gt;moderno&lt;/em&gt; em seu otimismo na iniciativa humana fundamentada no triunfo da sensatez e da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao redor de 1960 que a maré começou a mudar. Coisas como a crise de energia, a teoria da relatividade, a guerra do Vietnã, a bomba de Hiroshima e os abusos do consumismo contribuíram para que as pessoas passassem gradualmente a concluir que a razão humana talvez não trouxesse, como prometera, respostas para os anseios mais profundos do mundo e do homem. Trezentos anos da supremacia da razão não haviam trazido nenhuma solução unânime para os problemas da guerra, da fome, da injustiça, do vazio existencial. A razão, concluíram esses, fracassara, e diferentes grupos independentes começaram a tatear em todas as direções em busca de alternativas. A revolução sexual, mística e química trazidas à luz pelos &lt;em&gt;hippies&lt;/em&gt; dos anos 60 foram os primeiros movimentos que pressupunham essa desconfiança pós-moderna para com as soluções otimistas e pré-fabricadas da era anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;pós-modernidade&lt;/strong&gt; que se levantou das cinzas da modernidade é tremendamente difícil de definir - entre outras coisas, porque &lt;strong&gt;definição&lt;/strong&gt; é conceito tipicamente moderno e pertence a uma era anterior. Pode-se dizer com segurança que o homem pós-moderno é ao mesmo tempo cético, espiritual e tolerante. Ele duvida da eficácia da razão, do pensamento linear, da lógica convencional, da explicação racional. Ele está portanto aberto a todas as formas de misticismo e religiosidade, mas não apostará na validade definitiva de nenhuma, porque crê que todas contém a sua parcela de "verdade" e nenhuma pode ter a pretensão de se posicionar como verdade definitiva – possibilidade que arruinaria a validade e a beleza das outras alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indomável mentalidade desta era pode ser mais facilmente compreendida se considerarmos a forma de arte mais tipicamente pós-moderna: o videoclipe. Os primeiros vídeos de música eram "modernos" no seu caráter linear – contavam "historinhas" com começo, meio e fim. Mas logo os produtores de videoclipes adotaram uma linguagem mais radical, menos linear e mais fragmentária. Um videoclipe é um amontoado de imagens que não necessariamente contam uma história ou têm qualquer relação entre si; não têm uma "explicação". Seu sistema é a ausência de um sistema. A idéia é passar uma &lt;em&gt;impressão&lt;/em&gt;, e não deixar alguma coisa absolutamente &lt;em&gt;clara&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme é coisa moderna. Videoclipe é cria pós-moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja e o bonde da pós-modernidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta importante: por que que a igreja cristã não estava pronta e presente para acolher esses "filhos desiludidos" da razão e da modernidade logo que eles começaram a pipocar na década de 1960? Por que os &lt;em&gt;hippies&lt;/em&gt; não se voltaram para a fé cristã quando precisaram satisfazer o seu anseio por uma espiritualidade real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta curta é que a igreja cristã havia, ela mesma, se dobrado no altar do modernismo. O discurso da supremacia da razão havia sido tão longo e eloqüente que até mesmo os cristãos tinham caído no logro da sua pregação. A igreja cristã havia de alguma forma adotado a noção paradoxal de que tudo a respeito da fé pode ser explicado e exposto racionalmente, inclusive as imponderabilidades da criação e da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria Bíblia havia caído vítima dessa ênfase excessiva na razão humana. Complicadas fórmulas eram e são utilizadas para provar que a escritura cristã faz sentido racional e é espelho fiel da realidade científica. Em 1793, Kant publicava &lt;em&gt;A religião apenas dentro dos limites da razão&lt;/em&gt;, e quase duzentos anos depois Josh McDowell articulava ainda uma defesa racional da divindade de Cristo, demonstrando por A + B que a fé cristã é a escolha mais sensata na prateleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, adotando essas interpretações racionais, a igreja confessava que a ciência e o racionalismo são os critérios pelos quais a realidade deve ser julgada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começaram a buscar onde saciar a sua terrível sede pelo espiritual e pelo místico, as pessoas foram forçadas a concluir que a fé cristã era simplesmente racional demais para interessá-las – e a igreja perdeu assim o bonde da pós-modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A que posso comparar?... A Bíblia, Jesus e o fragmentário método pós-moderno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamar a Bíblia de pós-moderna seria anacronismo, mas creio que pode-se com segurança afirmar-se que os escritores bíblicos não tinham uma mentalidade &lt;em&gt;moderna&lt;/em&gt;; não criam na supremacia da razão nem na superioridade da exposição linear e dos sistemas racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, por exemplo. Para escândalo e perplexidade dos teólogos, Jesus não chegou nem perto de expor a sua teologia de forma sistemática. Tudo que ele deixou a fim de transmitir a sua mensagem foi o seu exemplo, um punhado de histórias curtas e uma longa série de frases de efeito, sendo que cada um desses elementos não parece sustentar qualquer conexão imediata com os outros. Para seus ouvintes e leitores tudo que o discurso de Jesus deixou foi uma série livre de imagens sem qualquer ordem ou prioridade particular: um videoclipe do reino, por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não fez uma série de conferências, não expôs as quatro leis espirituais, não definiu predestinação nem trindade, não pregou teses na porta do Templo, não apresentou uma vez que fosse o plano da salvação. Ao invés de apresentar um cenário racional e ordeiro, uma visão geral seguida por definições, demonstrações e apêndices, tudo que ele fazia era coçar a barba e dizer: "A que posso comparar o reino?..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não impedia, naturalmente, que as pessoas saíssem dali saltitando a sua conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escritores bíblicos também não compartilhavam do nosso horror tipicamente moderno/racionalista à contradição. O livro de Gênesis, por exemplo, parece narrar a criação de duas formas contraditórias, e até a ascensão do modernismo isso nunca foi motivo de escândalo para ninguém. É racionalista até mesmo o esforço tradicional em conciliar as duas versões. Parece absurdo à mente moderna considerar que as duas possam ser ao mesmo tempo diferentes e verdadeiras: isso seria na nossa opinião relativizar a verdade. Os escritores bíblicos provavelmente chamariam a mesma coisa de &lt;em&gt;transmitir uma profunda verdade espiritual&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não estava preso aos nossos escrúpulos com a racionalidade, Jesus sentia-se livre para dizer coisas como "Eu sou a luz do mundo" sem temer ser apanhado em contradição com a "verdade" científica de que a Terra é iluminada pelo sol e não por Jesus. Não é como se a realidade espiritual contradissesse ou relativizasse a realidade científica da importância do sol. Não há relativização aqui, embora as duas coisas sejam verdade &lt;em&gt;ao mesmo tempo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais revelador é o fato de Jesus ter afirmado ser, ele mesmo, a Verdade com letra maiúscula – tirando dessa forma para sempre a verdade do domínio da razão. Se a verdade é uma pessoa ela não tem como ser comprovada ou refutada pelo método científico. Uma pessoa pode ser no máximo abraçada e experimentada, nunca explicada racionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia traz um convite para nos relacionarmos pessoalmente com a verdade, e não um tratado para a comprendermos racionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas que têm, definitivamente, um sabor pós-moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A proclamação no idioma da pós-modernidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pregar-se com um barulho desses? Como transmitir-se a verdade para quem não acredita numa verdade definitiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar pode ser útil reconhecer que, como a Verdade que temos a transmitir é uma Pessoa e não uma série sensata de proposições racionais, o cristianismo pode encontrar no terreno da pós-modernidade uma tremenda vantagem. Podemos resgatar tranqüilamente "a insensatez do evangelho" e o "escândalo da cruz", porque não precisamos mais fingir que a razão e a verdade científica são as verdadeiras medidas da realidade. Jesus é muito mais luz do mundo do que o sol jamais chegará a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando bate o pé afirmando que não existe uma verdade definitiva, o homem pós-moderno está falando basicamente de uma verdade &lt;em&gt;racional&lt;/em&gt;. Uma verdade &lt;em&gt;relacional&lt;/em&gt; tem tudo para chamar a sua atenção. E ele certamente vai gostar de ouvir que &lt;em&gt;a letra mata e o espírito vivifica&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de que forma, você pode perguntar, se transmite uma verdade-pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, meu caro, é problema seu. Ninguém sabe exatamento como, mas parece seguro que teremos de acabar abrindo mão de todas as abordagens convencionais (todas elas racionalistas e "modernas") de evangelização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Nash Jr. faz uma série de generalizações a respeito da proclamação do Reino no idioma da pós-modernidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· o desafio requer verdadeira espiritualidade;&lt;br /&gt;· cruzadas evangelísticas e séries de conferências, como praticadas na maior parte das igrejas, são relíquias antiquadas de uma visão de mundo "moderna" em declínio;&lt;br /&gt;· o conceito racionalista e mercantilista de "plano da salvação", desenhado para atingir-se o maior número de pessoas no menor tempo do possível, está definitivamente ultrapassado;&lt;br /&gt;· ser cristão tem de ser mais do que evitar-se a punição do inferno;&lt;br /&gt;· a igreja deve parar de fazer declarações proposicionais a respeito de Deus enquanto ignora a necessidade que as pessoas têm de uma experiência com ele;&lt;br /&gt;· os cristãos devem parar de "convidar as pessoas para ir à igreja" e começar a convidar as pessoas a conhecerem Cristo através delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que, no fim das contas, a grande questão é se fazer presente e relevante para o mundo. As palavras de ordem são disponibilidade e relevância. A cultura evangélica convencional exige que o cristão se disponibilize incessantemente para a instituição; esse ascetismo nos mantém à salvo da nossa missão e do contato com o mundo. Fomos convidados para nos disponibilizarmos, mas para o mundo, não para uma rotina circular. As rodas de samba, grupos de teatro, salas de aula, salas de chat, blogs, escolas de natação, vestiários, cursos de vendas e cozinhas industriais precisam de gente-cristãos que façam diferença - menos por serem diferentes das pessoas do que por fazerem diferença para as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia faz mais sentido contar histórias do que expor argumentos infalíveis. Ir com o amigo ao cinema ou a um pesque-pague do que abrir o livrinho com as quatro leis espirituais. Silenciar e permanecer ao lado do que falar pelos cotovelos e sumir imediatamente da vida do sujeito depois de desincumbir-se da tarefa de vender a nossa enciclopédia salvífica. Trata-se por certo mais de trazer o Reino para perto das pessoas do que tentar arrastá-las para onde afirmamos que o Reino está confinado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114013551124082279?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114013551124082279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114013551124082279&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013551124082279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013551124082279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/ps-modernismo-e-proclamao.html' title='Pós-Modernismo e Proclamação'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114013432981440536</id><published>2006-02-16T20:41:00.000-03:00</published><updated>2006-02-16T20:58:49.830-03:00</updated><title type='text'>Isaías Lobão Pereira Júnior</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/df.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/df.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Continuando na apresentação de nosso quadro de colaboradores, temos a importante participação do Pastor Isaías Lobão Jr, um autêntico representante da boa teologia e do bom pastorado do Brasil Central. É interessante como nosso país tem um problema de 'concentração'. Certamente a nossa Capital - é pouco comum dizermos Distrito Federal - reúne uma pleiade de nomes de destaque da vanguarda do Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como membro da &lt;a href="http://www.ftl.org.br"&gt;Fraternidade Teológica Latino-Americana - seetor Brasil (FTB-L)&lt;/a&gt;, Isaías Lobão tem sido um dedicado estudioso do nosso tempo e da influência da teologia na Igreja Brasileira. Como professor da Faculdade Teológica Cristã do Brasil (FTCB) e da Faculdade Teológica das Assembléias de Deus (FATAD), tem seu tempo dividido com o pastorado da Igreja Batista Independente no Planalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastor Isaías é também bacharel em História pela Universidade de Brasília (UnB). Sua participação na blogosfera pode ser acompanhada em &lt;a href="http://pastor-isaias.blogspot.com"&gt;Coram Deo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114013432981440536?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114013432981440536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114013432981440536&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013432981440536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013432981440536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/isaas-lobo-pereira-jnior.html' title='Isaías Lobão Pereira Júnior'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114013320173910920</id><published>2006-02-16T20:21:00.000-03:00</published><updated>2006-02-16T20:40:01.766-03:00</updated><title type='text'>A Cosmovisão Cristã</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Por Isaías Lobão Pereira Júnior (Equipe Kerigma)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é uma cosmovisão? É uma maneira de ver o mundo. Ela é a interpretação que uma pessoa faz da realidade ulterior. É o sistema de pressupostos que se usa para organizar e interpretar a sua experiência da vida. É literalmente a sua visão do cosmos. “Uma cosmovisão é um conjunto de pressuposições (pressupostos que podem ser verdadeiros, verdadeiros em parte, ou totalmente falsos) que nós abraçamos (conscientemente ou não, consistentemente ou não) acerca da composição básica do nosso mundo&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=21602634#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O âmago da experiência cristã é um encontro pessoal com Deus em Cristo que nos dá forma e expressão. Com base neste encontro, procuramos moldar nossa vida pessoal. É nesse contexto de vida assim entendida, narramos a história de uma experiência religiosa transformadora. E desafiamos outros a ter a mesma experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender a fé cristã como um sistema total de vida é absolutamente essencial, por duas razões: Primeiro, nos capacita a dar sentido ao mundo em que vivemos e assim ordenar nossas vidas mais racionalmente. Segundo, nos capacita a entender as forças hostis à nossa fé, equipando-nos para evangelizar e defender a verdade cristã como o instrumento de Deus para transformar a vida do crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundamento da epistemologia cristã é a intervenção livre e sobrenatural de Deus na história.  A crença em Deus pode ser racional, justificada e é constituída pelo conhecimento independentemente dos argumentos ou evidências proposicionais que apóiam as demais crenças religiosas. Alvin Plantiga&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=21602634#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; acredita que a crença religiosa seria resultado não de inferências, mas de um tipo especial de percepção, uma intuição imediata e básica da presença divina. A crença em Deus é básica e não derivada de argumentos, porém ela não deixa de ser justificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plantiga está refletindo aqui o pensamento de Calvino, conforme expresso nas Institutas, livro 1, III&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=21602634#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O próprio Deus deu ao homem esta convicção, e constantemente a renova, de modo que o homem possa pleitear a ignorância como desculpa pela sua falta de sujeição à vontade do seu Criador. Um escritor pagão (Cícero) nos contou que não há nação tão bárbara que esteja destituída da crença na existência de um Deus. Visto, portanto, que nunca houve um país, uma cidade ou um lar, sem senso algum de religião, temos nisso um tipo de confissão tácita de que o homem naturalmente sabe que há um Deus... Por isso, embora os homens procuram esconder-se da presença de Deus, são presos num laço, e estão compelidos, querendo ou não, a reconhecer a Sua existência. Logo, concluímos que esta não é uma verdade que precisa ser aprendida na escola, e sim, uma que cada homem aprende de si mesmo, e que não pode erradicar do seu coração, embora force todos os seus nervos para assim fazer.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calvino sustenta a clássica distinção entre o conhecimento de Deus como Criador (via Revelação Geral) e o conhecimento de Deus como Redentor (via Revelação Especial, ou seja, as Escrituras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento de Deus como Criador é obtido por dois meios. Aqui Calvino sustenta a noção de Agostinho que todos os seres humanos possuem um conhecimento inato da existência de Deus. Em primeiro lugar, Deus implantou, através da revelação natural, o conhecimento de Sua existência na mente natural de cada ser humano, independente de qualquer experiência exterior. A expressão latina Sensus Divinitatis é usada para resumir o pensamento calvinista. Em segundo lugar, Ele pode ser conhecido através do mundo criado. O ser humano pode abrir seus olhos e ao contemplar a criação e inferir a existência de Deus. De fato, para Calvino, os argumentos da teologia natural são suficientes para provar a existência de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ele encorajava indivíduos qualificados, através da pesquisa disciplinada, a estudar a ciência de seus dias. Segundo ele, o estudo detalhado do mundo criado revelaria a natureza de seu Criador.  Klaas Woortmann&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=21602634#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[4]&lt;/a&gt; atribui a Calvino a o crédito de reconhecer discrepâncias entre a visão de mundo científica e o texto bíblico, sem repudiar, por isso a ciência nem a Bíblia. A teologia de Calvino veio favorecer o surgimento da ciência moderna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, devido a influência das críticas de David Hume e Immanuel Kant, tornou-se hoje uma convenção a afirmativa de que não existem bons argumentos favoráveis à existência de Deus. Porém, o mais vigoroso ataque nesse sentido foi feito pelo positivismo lógico, na primeira metade do século XX. Segundo os positivistas lógicos, pelo fato das proposições acerca de Deus não serem nem verificáveis, nem analíticas ou autocontraditórias, elas não teriam significado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reações aos ataques dos positivistas foram basicamente três: mostrar que a linguagem religiosa atende os critérios colocados por eles, defender o caráter significativo, mas não-cognitivo da linguagem religiosa e atacar os critérios de significação do positivismo lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas críticas foram particularmente comuns contra os critérios dos positivistas.  Primeiramente, eles foram acusados de não justificarem suficientemente os critérios propostos, que ficavam, assim, arbitrários.  Em segundo lugar, os critérios não eram precisos o suficiente para eliminar a linguagem religiosa e metafísica sem também eliminar a linguagem científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Michael Tooley&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=21602634#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[5]&lt;/a&gt; , uma sentença é cognitivamente significativa se e somente se estiver numa relação de confirmação com sentenças observacionais básicas. O problema com sentenças envolvendo Deus é que o tipo comum de linguagem observacional não permite qualquer confirmação delas, pois Deus é tido como experiencialmente transcendente, não podendo ser analisado em termos de sentenças sobre o mundo físico ou de experiências de sujeitos de percepção corpóreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;The Possibility of Theological Statement&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, I. M. Crombie&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=21602634#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[6]&lt;/a&gt; admite que há importantes diferenças entre sentenças acerca de Deus e sentenças sobre qualquer outro indivíduo, mas defende que o teísmo cristão tem algumas crenças factuais que não podem ser reduzidas a prescrições morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças entre a linguagem religiosa e a linguagem comum não significam que a primeira é factualmente sem sentido, e sim que Deus é diferente de todos os outros indivíduos aos quais podemos nos referir na linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos positivos, o nome “Deus” se refere a um conceito que pode preencher certas deficiências em nossa experiência que não podem ser preenchidas por nenhuma experiência comum ou pela teoria científica.  Além disso, as experiências de amor, poder e conhecimento podem ser descritas sem referência a um espaço e é por isso que podemos falar de um espírito que as possui como um espírito incorpóreo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de “infinito” que associamos à noção de espírito representa a possibilidade de remoção de certas insatisfações intelectuais que podemos sentir com a experiência comum. Assim, as coisas que dizemos de Deus são parábolas, ou seja, não são literalmente verdadeiras.  Mas elas são fiéis na medida em que permitem compreender a natureza da realidade que pretendem exprimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a existência de Deus é ontologicamente e "racionalmente" necessária. O ser humano pode conhecer a Deus. A revelação natural e especial são claras ao ponto de que o homem pode se assegurar da existência de Deus. o cristianismo pode ser compreendido como um "sistema de crenças", que oferece uma maneira de compreender o mundo. O cristianismo trata de metafísica (a teoria da natureza fundamental do universo), da epistemologia (a teoria do conhecimento) e dos valores (a ética, estética, a economia, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] SIRE, James. O universo ao lado. Trad. Paulo Zacarias. São Paulo: Editorial Press, 200.&lt;br /&gt;[2] PLANTIGA &amp;amp; WOLTERSTORFF. Faith and rationality, pp. 72.&lt;br /&gt;[3] WILES, J.P. Ensino sobre o cristianismo, pp. 34-35.&lt;br /&gt;[4] WOORTMANN, Klaas. Religião e Ciência no Renascimento, pp. 75.&lt;br /&gt;[5] DIAMOND, Malcolm L.and LITZENBURG, Thomas V. (eds) Theological Statements and the Question of an Empiricist Criterion of Cognitive Significance, in The Logic of God - Theology and Verification, Indianapolis, 1975, 481-524.&lt;br /&gt;[6] MITCHELL, Basil (ed). “The possibility of theological statements”. In Faith and Logic. London: Allen and Unwin, 1958, pp. 31-83.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114013320173910920?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114013320173910920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114013320173910920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013320173910920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114013320173910920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/cosmoviso-crist.html' title='A Cosmovisão Cristã'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114012640234545787</id><published>2006-02-16T18:42:00.000-03:00</published><updated>2006-02-16T18:46:42.366-03:00</updated><title type='text'>Viva Rio no CMI</title><content type='html'>Viva Rio participa do evento apresentando boas práticas sobre cultura de paz e projetos com a juventude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) acontecerá em Porto Alegre, RS, Brasil, de 14 a 23 de fevereiro de 2006, sob o tema "Deus, em tua graça, transforma o mundo". A Assembléia será um tempo de encontro, oração, celebração e deliberação para milhares de cristãos – mulheres e homens – de todo o mundo. O Conselho Mundial de Igrejas é uma comunhão de mais de 340 Igrejas, Protestantes, Anglicanas, Ortodoxas, unidas e outras igrejas, em mais de 100 países, representando mais de 550 milhões de cristãos e hoje tem como secretário-geral, Konrad Raiser, da Igreja Evangélica da Alemanha. A Igreja Católica não faz parte do CMI, mas mantém um grupo de trabalho com o mesmo, enviando uma representação a estas assembleias gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rubem César Fernandes, diretor-executivo do Viva Rio, e o Viva Rio pertencem ao Conselho Internacional de Religião. A antiga parceria começou com o programa “Paz para cidade” que promoveu o intercâmbio entre grupos que desenvolviam a cultura de paz. Em continuidade a esta parceira, a ONG participa da Assembléia em diversas atividades. O Viva Rio levará para o Mutirão (veja descrição abaixo) a experiência adquirida na época da Campanha do Desarmamento em que contou com o importante e essencial apoio das igrejas. Representantes do Viva Rio também participam do painel sobre os jovens, apresentando as boas práticas desenvolvidas pela organização para este público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Assembléia é o "mais alto órgão legislativo" do CMI, e acontece a cada sete anos. A última assembleia foi no ano de 1998, em Harare, Zimbabue, por ocasião dos 50 anos de fundação do Conselho. O objetivo formal é revisar programas e determinar as políticas gerais do CMI, bem como eleger os presidentes e nomear um Comitê Central que atua como principal órgão governamental até a assembléia seguinte. Mais de 700 delegados e seus consultores, representando mais de 340 igrejas-membro, vão desempenhar seu trabalho num programa que incluirá oração, estudo bíblico, plenárias temáticas, palestras e trabalho de comitês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a primeira vez que a Assembléia acontece na América Latina. O convite para a realização da Assembléia no Brasil partiu das igrejas brasileiras membros do CMI e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (&lt;a href="http://www.conic.org.br/" target="_blank"&gt;CONIC&lt;/a&gt;). O local do evento será o &lt;a href="http://www.pucrs.br/orgaos/cepuc/" target="_blank"&gt;CEPUC&lt;/a&gt; (Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com o trabalho dos comitês e das sessões administrativas para os delegados, a Assembléia também é uma oportunidade de celebrar e compartilhar com os milhares de visitantes esperados para o evento. Um dos pontos altos da Assembléia será o programa ecumênico de parcerias ou &lt;a href="http://www.wcc-assembly.info/Mutirao.623%2BB6Jkw9NQ__.0.html#955" target="_blank"&gt;Mutirão&lt;/a&gt; – palavra que pode ser entendida como reunir-se, celebrar e refletir juntos. Esta é exatamente a intenção deste espaço que estará aberto para uma ampla gama de igrejas, organizações ecumênicas e grupos de todas as partes do mundo. A programação diária do &lt;a href="http://www.wcc-assembly.info/Mutirao.623%2BB6Jkw9NQ__.0.html" target="_blank"&gt;Mutirão&lt;/a&gt; irá incluir apresentações, exposições e discussões abertas a todos os participantes da Assembléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento reunirá em Porto Alegre mais de 3.000 representantes de diversas Igrejas.Além dos assuntos ligados diretamente a questões de fé, como celebrações, orações diárias, estudos bíblicos e diálogos ecumênicos, esta assembléia está adquirindo o caráter de Fórum Social Mundial Ecumênico, com mais de 220 seminários e 150 exposições sobre temas e iniciativas de ações humanitárias promovidas pelas Igrejas ou entidades a elas ligadas.&lt;br /&gt;Ativistas de Direitos Humanos e ganhadores do Prêmio Nobel da Paz como o escritor Adolfo Perez Esquivel, o arcebispo africano Desmond Tutu e a defensora das causas indígenas na Guatemala, Rigoberta Menchú, são convidados ilustres do evento. A programação também contempla um mosaico cultural montado por meio de shows artísticos internacionais, com ênfase para a mostra de manifestações artísticas latino-americanas.&lt;br /&gt;Embora a assembléia seja dirigida aos representantes das 347 Igrejas filiadas ao CMI, a programação deste ano, segundo os organizadores, é aberta "aos interessados no diálogo ecumênico e na concretização da justiça, paz e integridade da criação".&lt;br /&gt;Programação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa da 9ª Assembléia será rico e diversificado, contendo vários elementos inter-relacionados, envolvendo comunhão, celebração, discussão e oração. A liderança do CMI espera que esta assembléia venha marcar uma nova fase que inspire e energize o CMI e o movimento ecumênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os delegados oficiais, as sessões de assuntos administrativos vão enfocar a organização e os programas do CMI, além de tomar decisões sobre prioridades futuras. As sessões temáticas ou deliberativas abrirão espaço para a discussão tomada de decisões a respeito de questões com as quais se defronta o movimento ecumênico. Um programa aberto de parceria chamado "&lt;a href="http://www.wcc-assembly.info/Mutirao.623+B6Jkw9NQ__.0.html" target="_self"&gt;Mutirão&lt;/a&gt;" permitirá que as igrejas e outros participantes compartilhem experiências e proponham exposições e apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igreja&lt;br /&gt;Datas: de 14 a 23 de fevereiro&lt;br /&gt;Local: &lt;a href="http://www.pucrs.br/orgaos/cepuc/" target="_blank"&gt;CEPUC&lt;/a&gt; (Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações:&lt;br /&gt;Clemir Fernandes, Religião e Paz, Viva Rio, tel: (21) 2254 3336&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114012640234545787?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114012640234545787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114012640234545787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114012640234545787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114012640234545787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/viva-rio-no-cmi.html' title='Viva Rio no CMI'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-114009283286968492</id><published>2006-02-16T09:25:00.000-03:00</published><updated>2006-02-16T09:32:01.563-03:00</updated><title type='text'>Missões</title><content type='html'>POST MISSIONÁRIO DE ZIG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!"Mc.2;12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi de nosso missionário Jorge Feistler esta carta, que repasso na integra, pois é uma preciosidade.O filme Jesus dublado para os idiomas locais, impactou o povo. Tivemos reuniões com 50, 100. 500, 700 e até 1000 pessoas, admiradas em ouvir Jesus declarar em sua própria língua:"EU SOU O CAMINHO..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo templo para 250 pessoas, parece que será pequeno, para a grande colheita que está madura diante de nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por sua ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amado irmão, paz seja em seu lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejamos que seu novo ano seja tão repleto de bênçãos quanto o nosso. Embora a nostálgica saudade pairasse no ar , nossos primeiros momentos de 2006 foram de alegria junto aos discípulos, quando, à meia-noite, celebramos a Santa Ceia e ouvimos testemunhos emocionantes como o de Úmaro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Foi o melhor ano de minha vida porque encontrei JESUS;antes, minha vida era vazia..EU ERA SIMPLESMENTE NADA!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retrospectivas e alvos daqueles que o Pai nos deu são como um refrigério para nós, e nos animam a lutar com ainda mais coragem nesse ano. Por eles e pelos que ainda verão a Luz em 2006, vale a pena prosseguir... OBRIGADO, amado irmão, por seguir conosco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grande bênção foi a vinda de Douglas Amaral, sua família e Wagner e Cléia, de Curitiba, que estiveram fazendo a projeção do filme JESUS (em crioulo e fula) em vários vilarejos. Era emocionante ver o interesse e atenção da platéia, sendo a maior parte muçulmanos, inclusive autoridades. Entre as muitas pessoas que aceitaram JESUS, alguns andaram 28 km para conhecê-Lo melhor(no culto de domingo). Oremos para que “pedras e espinhos” não venham sufocar a preciosa “semente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvamos a DEUS de maneira especial pelas pessoas que têm mostrado fome e sede espiritual, e têm provado, com suas vidas, um amor sincero pelo SENHOR. Nós convivemos com eles, e sabemos quão caro lhes custa seguir pelo caminho da cruz; é muita renúncia, temores, ameaças, enfim, impossível explicar...mas, eles têm sido fiéis. Por favor, ore conosco por eles, entre os quais um grupo se prepara para o batismo, desafio maior. Como um grupo (média de 30) mora há 14 km daqui, já iniciamos o alicerce do templo de Kadik Iala, estando os próprios membros fazendo os blocos de barro. Simultaneamente, outro grupo de discípulos e eu temos trabalhado no preparo do terreno para a construção do templo em Iemberém. A pressa se deve a dois motivos: a sala que alugamos quase não pode abrigar todos e é quase impossível construir no tempo de chuvas (início de junho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, amado irmão, temos muito trabalho, manual e espiritual, e continuamos dependendo da capacitação do SENHOR, sem a qual nada podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido irmão, sem palavras para expressar nossa gratidão a você,&lt;br /&gt;Jorge, Vera, Tiago, Sara e Joshua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ajudar? Entre em contato conosco: &lt;a href="mailto:afimdeproclamar@gmail.com"&gt;afimdeproclamar@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-114009283286968492?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/114009283286968492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=114009283286968492&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114009283286968492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/114009283286968492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/misses.html' title='Missões'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-113935413394951526</id><published>2006-02-07T19:52:00.000-03:00</published><updated>2006-02-09T21:22:57.260-03:00</updated><title type='text'>Quem é Robson Ramos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/robson%20ramos.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/robson%20ramos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Kerigma Proclamação recebe uma importante contribuição para o tema da pós-modernidade. Formando a base de uma agenda positiva e construtiva que a Igreja brasileira deve se debruçar e refletir, somos brindados com a participação de um dos nossos colaboradores - integrante da equipe Kerigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robson Ramos foi igualmente colaborador da Revista Kerigma no início da década de 90 - em matéria de capa sob o título A NOVA ERA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacharel em Teologia e Mestre em Estudos do Novo Testamento pelo Pittsburgh Theological Seminary, Robson  foi o Diretor Executivo da &lt;a href="http://www.sbibrasil.org.br"&gt;SBI - Sociedade Bíblica Internacional&lt;/a&gt;. de 1996 a 2003, período em que a tradução Bíblia NVI foi concluída e publicada. Ele também dirigiu a ABU - &lt;a href="http://www.abub.org.br"&gt;Aliança Bíblica Universitária no Brasil &lt;/a&gt;durante 11 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos honrados com sua renovada e bem pertinente participação. Mais detalhes sobre Robson, bem como do livro que se baseia o artigo a seguir, você pode saber &lt;a href="http://www.robsonramos.com.br"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-113935413394951526?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/113935413394951526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=113935413394951526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113935413394951526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113935413394951526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/quem-robson-ramos.html' title='Quem é Robson Ramos'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-113935126614181981</id><published>2006-02-07T19:07:00.000-03:00</published><updated>2006-02-07T19:41:05.590-03:00</updated><title type='text'>Evangelização no Mercado Pós Moderno</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/1600/marcado%20maya.6.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1969/2244/320/marcado%20maya.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por Robson Ramos (Equipe Kerigma)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - - - - -&lt;br /&gt;Extraído e adaptado do livro Evangelização no Mercado Pós Moderno, publicado pela Editora Ultimato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para maiores informações sobre o livro consulte o site: &lt;a href="http://www.robsonramos.com.br"&gt;www.robsonramos.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- - - - - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus melhores amigos — que não se considera cristão — me disse que às vezes se surpreende pensando que, se Deus existe, não deve gostar da banalização que é feita do seu nome. Um conhecido colunista da mais lida revista semanal do país reclamou da superexposição do sagrado em nossa cultura. “Menos deus, por favor” foi o seu desabafo.1 É um alerta. Não é à toa que o segmento dos não-religiosos está entre os que mais cresceram na década de 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer reflexão ou ação evangelizadora, transcultural ou não, deve levar em consideração as mudanças que estão acontecendo ao nosso redor e que afetam a todos nós, assim como as instituições, sejam elas eclesiásticas ou não, nas quais estamos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num mundo de extremas transformações, que afetam todos os aspectos da nossa existência. Temas como pós-modernidade e globalização podem não evocar sentimentos muito confortáveis. Mas não podemos ignorar os seus efeitos, se desejamos nos manter responsavelmente engajados no projeto de levar o evangelho até os confins da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência que este momento extraordinário exerce sobre o modo como vivemos, trabalhamos e comunicamos as Boas Novas de Jesus Cristo representa um desafio singular para a Igreja. Mais do que isso está reestruturando a vida daqueles que pretendemos alcançar com o Evangelho, assim como as instituições formadoras de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste breve artigo não podemos deixar de fazer alguns registros que sirvam de parâmetro para nossa reflexão sobre a evangelização. Partimos do pressuposto de que as forças da pós-modernidade e globalização, por assim dizer, estão presentes na vida política, tecnológica, cultural, econômica e religiosa; e essas forças afetam direta ou indiretamente sistemas políticos, tradições, valores, formas de pensar e agir, gostos — enfim, a vida da maior parte das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas forças afetam também as instituições, sejam elas governamentais ou não, privadas ou religiosas. Desse modo, no início deste novo milênio, a Igreja precisa repensar o seu papel e reavaliar as suas práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sensação de fragilidade que experimentamos é também um reflexo da inadequação das instituições que, até o momento, serviram de referência. Precisamos reconstruí-las a partir do resgate de parâmetros encontrados nas Escrituras e na história da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é a pessoa que queremos impactar com as boas novas de Jesus Cristo, no início do terceiro milênio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um filósofo contemporâneo, “o homem moderno é o que experimenta a sensação do estranho, não tem certezas estabelecidas, apenas dúvidas”.2 A cada dia, somos levados a conviver com novas tecnologias. Vivemos como nômades, exilados do único lar que conhecíamos. Uma das características desta época é o não-pertencimento, representado pelos “sem-lar”, a exemplo do filho pródigo, que, após ter saído de casa, passou a viver “num lugar distante” (Lc 15.11-32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade que adentra o terceiro milênio é cativa da visão pós-moderna que nada vê além da fragmentação e que, como um barco sem rumo afirma a “dissolução da totalidade, do grande relato, da interpretação abrangente e histórica”.3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é a paisagem religiosa no início do terceiro milênio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que foi apregoado pelos profetas da modernidade, as sociedades modernas não decretaram o fim da religião mas viram surgir uma recomposição do campo religioso. Longe do controle e tutela institucionais, abriram-se novos espaços para a multiplicação de formas originais de crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, a religião é relegada a um lugar secundário na sociedade. Por outro, cresce o interesse e a demanda por temas e práticas de caráter espiritual, nas formas mais variadas e diversas possíveis. Este processo — que acontece sem que possa ser controlado pelas instituições religiosas legitimadoras das crenças — é facilmente observado pela multiplicação de símbolos e discursos religiosos que formam esse sincretismo religioso que vemos por toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num contexto fértil como este, em que testemunhamos diariamente a emergência de formas inesperadas de sociabilidade religiosa, é preciso buscar e explorar novos rumos que permitam que ações evangelizadoras criem raízes e se concretizem de forma dinâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer esforços voltados para a Evangelização, seja numa conversa informal com alguém ou numa programação ou evento deve refletir uma atenção para esta realidade, ou seja, para o fato de que a maior parte das pessoas, especialmente aquelas com um grau maior de esclarecimento, não valoriza ou têm interesse em saber se existe uma Verdade Absoluta. Essa geração não está procurando “a” verdade. Ela está em busca do que é genuíno e autêntico. Longe de querer prestar atenção em nosso discurso já trivializado e inócuo as pessoas apenas querem saber e ver se a experiência cristã, seja em termos individuais ou comunitários, é de fato real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas hoje em dia não querem saber de gente que fique lhes dizendo o que elas têm de acreditar ou aceitar como verdade. Aqueles que se apresentam de maneira arrogante, como detentores da verdade são vistos de forma suspeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O envolvimento ou participação na comunidade (igreja) deve ser encorajado e visto como essencial no processo de decisão de alguém que esteja considerando a Fé cristã. A exposição pessoal e interação com grupos pequenos e eventos informais devem ser estimuladas. Assim, o processo de conversão de um indivíduo é mais influenciado pelas relações comunitárias do que por uma relação “pessoa-a-pessoa” (o “evangelizador” e o “evangelizado”). As pessoas precisam poder observar e experimentar o amor de Jesus mais do que receber informações sobre esse amor. Para isso é preciso haver autenticidade no que falamos ou fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos esforços nessa área devem priorizar a atuação de comunidades inclusivas, que recebam as pessoas e dar a elas a oportunidade de observar, do seu próprio jeito, a realidade da Fé cristã. Especialmente nos dias atuais a apresentação do Cristianismo não está nessas pirotecnias “Gospel” que vemos por toda parte, “Marchas para Jesus” ou programas de TV recheados de emotividade e clichês religiosos que não dizem nada. De fato, o que temos observado é um número crescente de pessoas, dentre elas muitos formadores de opinião, querendo distância de tudo e qualquer coisa que “cheire a coisa de Evangélico ou Gospel”. Há poucos dias um dos jornais de maior circulação do país trouxe uma importante matéria sobre o processo de secularização da Europa. Dentre outras coisas o articulista chama atenção para o testemunho de um jovem pintor checo e cantor de um grupo de rock que costuma se apresentar em igrejas. Frustrado com o estado da igreja presente em seu país, ele diz: “Jesus transformou água em vinho, mas os cristãos o transformaram de novo em água.”4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas atividades evangelizadoras só terão efeito realmente duradouro se estiverem associadas a uma comunidade acolhedora que alcança o necessitado, o aflito e também dá espaço para pessoas que estão buscando uma experiência espiritual. Precisamos pensar seriamente sobre isso e fazer de nossas igrejas estruturas menos constrangedoras que permitam ao indivíduo, que esteja buscando e observando, permanecer sem se sentir pressionado pelo ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que se interessam pela evangelização devem prestar atenção ao cenário que se forma, no qual os atores são as ovelhas sem pastor que estão sendo “tatuadas pelas complexidades” dos dias em que vivemos. E, em dias como estes, devemos tomar todos os cuidados para que haja entre nós motivo ou razão para que aqueles que nos observam venham a desdenhar de nós e se distanciar dos caminhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. MAINARDI, Diogo. Menos deus, por favor. Veja, São Paulo, 11 jun. 2003, p. 127.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. BORNHEIM, Gerd. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 28 jul. 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. IANNI, Octavio. A sociedade global. Boletim do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências da Religião (Pontifícia Universidade Católica), São Paulo, [ANO, Nº], p. 180-181.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ian Buruma. Caderno ALIÁS, Jornal O Estado de São Paulo, 15 de janeiro de 2005, J5.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- - - - - -&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quadro: Mercado de Noche, Nahulá - por Victor Vasquez Temó&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-113935126614181981?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/113935126614181981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=113935126614181981&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113935126614181981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113935126614181981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/02/evangelizao-no-mercado-ps-moderno_07.html' title='Evangelização no Mercado Pós Moderno'/><author><name>Equipe Kerigma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14849421556615209101</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-113840848927322805</id><published>2006-01-27T21:09:00.000-03:00</published><updated>2006-01-27T22:05:12.203-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com David F. Wells</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/1600/david%20wells.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2495/1626/320/david%20wells.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inauguramos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Kerigma on line&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (o blog) com a tradução da &lt;a href="http://www.eerdmans.com/wellsinterview.htm"&gt;entrevista de David F. Wells &lt;/a&gt;publicada no site da própria editora (&lt;a href="http://www.eerdmans.com/"&gt;Errdmans&lt;/a&gt;). A dica veio pelas mãos de Isaías Lobão Jr., de Brasília. Agradecemos a gentil revisão de Donald Price (&lt;a href="http://www.vidanova.com.br"&gt;EVN&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;ENTREVISTA COM DAVID F. WELLS – autor de Above All Earthly Powers&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P – O sr. inicia seu livro com a descrição dos eventos trágicos de 11 de setembro. Como o sr. analisa os ataques terroristas afetando a igreja num mundo pós-moderno?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DW = Por alguns breves momentos, nós na Igreja fomos violentamente acordados [pelo evento], o que nos fez afastarmos de nossas preocupações egoístas, da coisa privada, das nossas necessidades terapêuticas, e sermos confrontados por um ato do mal ‘direto na nossa fuça’. De fato voltamos à escola pela realidade. Foi um choque afiado e doloroso, como que descobrir, tarde demais, que se está andando descalço em cima de vidro quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem que entender que a vida na Igreja é muito mais sobre mim, sobre o que considero agradável, e as minhas necessidades. A vida no mundo é muito mais sobre o que está miseravelmente errado, e às vezes tenebroso, como em 11 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil de se saber se a fé evangélica mudou de forma permanente após esse choque. Eu penso que na verdade foi um momento de revelação constrangedora. Com certeza os evangélicos, o povo da Cruz, seriam aqueles que deveriam conhecer algo sobre o Mal e a forma como Deus nos conquista através da reconciliação em Cristo. Certamente, eles deveriam ter saído à frente, para tentar explicar esse evento para uma nação confusa e desesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de poder afirmar que, logo após o evento, os sermões jogaram luz sobre a tragédia. Mas devo admitir que pelo que li, na maioria, não. Com raras exceções, os evangélicos em geral, como todo mundo, ficaram mudos e sem ação. Hoje nossa fé é forte no particular, mas irrelevante no público, para citar Os Guiness. E creio que foi isso que aprendemos de 11 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P – Uma das coisas que faz da sua pesquisa sobre o crescimento do pós-modernismo como algo singular, é o seu argumento de como a imigração tem contribuído para o aumento do pós-modernismo nos Estados Unidos da América. Como o sr. vê isso acontecendo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DW = O que eu já disse é que a imigração e o ethos da pós-modernidade do nosso tempo são duas características definidoras deste momento. No entanto a relação entre elas tem vários lados e as vezes é antagônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há duvida que a combinação da imigração e nossa mídia tornaram as tradições religiosas - que no passado eram distantes, remotas, e até mesmo exóticas, parecerem no presente mais comuns e certamente mais acessíveis. Para ilustrar com o Hinduismo, não precisamos viajar para a Índia como muitos fizeram na década de 60, a exemplo dos próprios Beatles. O que é necessário fazer, é descer a rua e encontramos hindus praticando sua religião. Tem muita gente na América que como resultado disso, está indo atrás dessas religiões e de práticas espirituais com o objetivo de aumentar suas espiritualidades pessoais. Uma das palavras ‘quentes’ do momento é, por exemplo: metroespiritualidade. É um movimento Yuppie que combina o misticismo do Oriente com fontes do Budismo e do Hinduismo, com o consumerismo do Ocidente. Respeitar o meio ambiente é comprar um carro híbrido (elétrico e a gasolina). Respeitar a si mesmo é conectar-se com sua força interior e colocar isso tudo num pacote espiritual: Açaí, meditação, bondade, e aromaterapia – tudo servido numa mesma tigela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de coisa não parece mais estranha para nós, porque nos tornamos a nação religiosamente mais diversificada do mundo, com o Ocidente encontrando o Oriente no supermercado, no posto de gasolina, e todos os dias na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, muitos dos imigrantes que vem para América, estão trazendo com eles as suas crenças morais tradicionais e idéias acerca da família, crenças que são derivadas tanto do Protestantismo como do Catolicismo. Essas crenças estão continuamente em conflito com a maneira pós-moderna que a América pensa a respeito da família e da moralidade. Será que esses novos entrantes [na cultura] conseguirão preservar suas crenças? Ou será que se perderão num grande caldeirão pós-moderno, que ameaça derreter suas crenças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P – Qual a diferença entre a pós-modernidade popular e a acadêmica ou intelectual?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DW = A diferença é menos no campo das idéias do que no grau de autoconsciência, e mais sobre a clareza com que são expressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há um mito que precisamos enfatizar aqui. Intelectuais, gostam de pensar de si mesmos como aqueles que estabelecem as tendências na sociedade, que o que eles estão pensando é o ponto alto da realidade. O resultado é que quando os intelectuais escrevem sobre cultura – e quem mais escreve? – eles ficam inclinados a ver suas idéias e de suas próprias culturas, como sendo uma relação de causa e efeito. Eles são a causa do que é o efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período moderno, no entanto, isso raramente acontece. É a cultura, muito mais freqüente, que permite às idéias serem plausíveis, e que tornam os fatos inevitáveis. E é da cultura que as idéias ganham a fricção. E é quase sempre por causa da cultura, quando ela muda, que se perde a sua fricção. É por isso que eu creio, a ideologia do Iluminismo perdurou tanto tempo no Ocidente, e se tornou tão encarnada na cultura das elites, dos críticos de plantão, da academia, de Hollywood, e de muitos de nossos jornais. A modernização de nossa sociedade fez as idéias do Iluminismo (como o humanismo secular) se tornarem inevitáveis, verdadeiras e inquestionáveis. Quando esse tipo de andaime público e cultural começou a balançar nos anos 60, as idéias também começaram a despencar deixando um vazio nas crenças que o Iluminismo costumava preencher no nosso pensamento. Então nos tornamos pós-modernos. Para alguns, no topo da escala da intelectualidade, isso acontece de maneira convincente e racional. E para os outros na outra extremidade, acontece de maneira não tão pensada, mas mesmo assim não menos real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P – Sua forte crítica ao estilo contemporâneo de adoração dos ‘buscadores de sensações’ [igrejas do tipo orientadas ao consumidor – ou ‘caçadores de emoções’] chega como uma surpresa para os evangélicos, que vêem essa adoração como algo necessário para se trazer as pessoas para a igreja. Quais são os maiores perigos de se aceitar acriticamente esse tipo de adoração?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DW = Você tem toda a razão de dizer que a minha crítica vai surpreender muitos evangélicos, porque eles acham que a abordagem de adoração dos ‘buscadores de sensações’ é o único jogo na praça. E é também a única coisa que eles sabem fazer. E certamente é a razão de tantas igrejas terem ficado grandes e importantes. Esses evangélicos também rejeitam a alternativa que, aos seus olhos, pareça retrocesso, obsoleta, tradicional, velha, ‘por fora’ e que fracasse em alcançar a nova geração, ficando condenada portanto ao inevitável declínio e irrelevância. Eu penso que são alternativas falsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não dou folga para as igrejas tradicionais que mereçam fracassar, mas não tenho nenhuma esperança para esses criadores de moda da igreja – pois vão terminar de mãos vazias. O fato inevitável é que a cultura está oferecendo quase tudo que se pode encontrar nessas igrejas, só que sem toda aquelas inconveniências de se ter que ser religioso. Esse experimento em se bancar igreja, é um fracasso demonstrável. Barna – que é tanto seu arquiteto como seu historiador, tem demonstrado esse fracasso.&lt;br /&gt;Semana após semana, suas pesquisas mostram que os nascidos de novos, muitos dos quais inundam as igrejas que são do tipo ‘das sensações’, são analfabetos bíblicos, vivem não diferente dos do mundo e de fato somente 9 % tem algo como uma cosmovisão (nisso ele quer dizer que tem um conjunto mínimo de crenças cristãs, que define a maneira como eles vêem a vida). Ele prediz que em cinco anos o movimento evangélico desaparecerá. Nem mesmo eu tenho ido tão longe nesse tipo de projeção! Ele também prediz que dentro de alguns anos, 50% das igrejas definharão. E as pessoas – Barna acha que isso é realmente muito bom! – seguirão a corrente cultural de ser espiritual sem ser religioso, o que quer dizer que elas vão se despir ainda mais de suas crenças de doutrina e de envolvimento no corpo da igreja local. É como escrever uma receita para suicídio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui jaz o túmulo da fé evangélica e estamos sendo levados, passo a passo, pelos pastores do tipo ‘que legal’ “das sensações’, ‘bem na moda’. Ao nos levar para lá, eles ficaram famosos, e se tornaram CEO [presidentes] de grandes empreendimentos eclesiásticos, porém o preço de sua fama e de sua fortuna é a falência da fé, não pela sua heterodoxia explícita mas pela sua prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Cristo não está à venda. Sua mensagem não está aí no mercado implorando para ser consumida. E esses pastores que tanto se prostituíram vão descobrir que a fé (esta que sem dúvida eles a mantém tão querida), se perdeu por entre seus dedos. Aqui está o paradoxo que nem os primeiros liberais protestantes, nem muito dos nossos pastores evangélicos ‘das sensações’ [das igrejas orientadas ao consumidor] parecem ter entendido: O tipo de fé cristã que reconhece a verdade absoluta, clama e demanda um comprometimento que case com sua forma absoluta, indo contra todas as culturas manifestas – prospera. O tipo de fé cristã que emudece nas suas afirmações verdadeiras (só para se encaixar), e se dilui no compromisso exigido (só para ser mais bem aceita) – é desastre total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aqui não é tradicional versus contemporâneo. A questão é autêntico versus não-autêntico. É o Cristianismo histórico crente versus o remanescente com suas imitações pálidas, nas mãos desses pragmáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P – Quais os lados positivos disso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DW = Não muitos que eu possa pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P – Como o sr. visualiza a igreja que está sendo fiel ao evangelho vir a ser nesse século 21?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DW = Nós cometemos um grande erro ao pensar que a única coisa que vale na vida da igreja local é a sua forma. Isto é, como ela aparenta e como ela se expressa. &lt;em&gt;Será que nós temos a última tecnologia? O nosso telão está no tamanho adequado? Temos um bom refeitório? Será que temos os horários adequados para não atrapalhar o fim de semana das pessoas? Temos eliminados todas aquelas coisas que os ofende como púlpitos, cruzes, hinários, e bancos de madeiras? Temos música que seja inspiradora, contemporânea e que nos faz sentir bem? Nossos cantores são suficientemente profissionais? O estacionamento é grande para acomodar a todos? O sentimento das pessoas quando o culto termina é igual ou semelhante ao que sentem quando voltam para o hotel após terem passado o dia na Disneylândia?&lt;/em&gt; Esses são os mosquitos que coamos enquanto engolimos um monstruoso camelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é isso? O camelo é o fato, que sem nos darmos conta, temos deixado embarcar idéias que são inimigas da fé bíblica. O que quero dizer com isso? No Ocidente, estamos nos aprofundando cada vez mais numa moldura pagã de pensamento e essa moldura está produzindo a nossa cultura pós-moderna e suas manifestações públicas. Para uma igreja aceitar essas premissas só para se dar bem com a sociedade, e se dar bem para daí se tornar bem sucedida – na maioria das vezes resulta num híbrido não intencional que abraça os elementos pagãos (como a maneira pela qual a corrente da cultura opera e se dispõe a ser espiritual sem ser religioso). Será que é isso que devemos fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, em tudo que pensamos e agimos, da forma como vivemos e praticamos, devemos estar expressando qual deva ser a alternativa para a nossa cultura cada vez mais paganizada. A questão é menos sobre o que fazemos (&lt;em&gt;Devemos usar bateria e power-point ou órgão e togas?&lt;/em&gt;) e mais sobre quem somos nós. Na nossa igreja, precisamos articular a cosmovisão que mantém o Deus triuno no centro, que tem a verdade como sua diretiva e sustentação, e que se expressa numa vida alegre de contracultura, onde quer que esteja o desafio moral e intelectual. O que isso significa é que nesta igreja nós nos manteremos como pecadores e nunca consumidores, recuperaremos a visão moral da vida, abandonando a visão terapêutica na qual a nossa cultura pós-moderna nos ilude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos devotar nossas vidas para o que é eternamente certo e rejeitar todas as formas de relativismo. E estaremos perguntando não o que a igreja pode fazer por nós, mas o que podemos fazer por Cristo na igreja e no mundo despedaçado. O foco da questão é substância e não estilo; é sobre quem somos como povo, que pertence a Cristo, e não tanto sobre como parece e como soa. É sobre dar as nossas costas para o superficial e o da moda, e voltarmos nossa vida para Ele que é eterno e permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação hoje está de tal maneira, que se você realmente quer ver o que é superficial e da moda, basta ir a uma igreja evangélica de sucesso. Se você quer ver os mais habilidosos e malandros praticantes da terapia (o que Cristina Hoff Summers tinha em mente com seu livro “One Nation Under God: How the Helping Culture is Eroding Self-Reliance”), vá a uma igreja evangélica, quase qualquer uma, e você vai ver isso bem lá na frente, de maneira descarada e cínica. Como se isso fosse o que os apóstolos tinham em mente sobre o significado da fé Cristã! As coisas não deveriam ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As igrejas evangélicas deveriam ser lugares onde achamos um caminho alternativo para se compreender o nosso mundo e saber como viver nele, um lugar que seja na sua profundidade o reflexo do Deus que é incomparável. Não uma mímica desbotada da cultura. Nós precisamos achar uma compreensão de vida, que esteja numa mesma medida moral e espiritual da vida que encontramos no local de trabalho e que ouvimos no jornal da noite na TV. Hoje as igrejas evangélicas são mais para pequenos pigmeus que vivem em terra de gigantes, sempre tentando jogar o jogo deles, se achando como gigantes também. Só que não o são. Chegou a hora de parar de fingir; a realidade bate à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P – Então que tipo de futuro você vê para a fé evangélica aqui na América?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DW = O fato é que o cristianismo está desaparecendo do Ocidente; só por causa disso é o suficiente para sabermos que [nosso futuro] é incerto. Que será assim, é apresentado por Phillip Jenkins de forma inquestionável em seu livro ‘The Coming Christedom’. Não só a fé cristã está brotando forte fora do Ocidente desenvolvido, mas no Ocidente está declinando - na Europa de maneira catastrófica, um pouco menos na América. A fé cristã de um tipo bíblico tem tido dificuldades de se sustentar no meio das culturas modernas e pós-modernas. Essas dificuldades, em graus variados destriparam-na da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja. Isso é dado. Mas isso não quer dizer que Deus o Espírito Santo não se move para fora do Ocidente, para construir a igreja de Cristo. Na verdade, Ele está fazendo exatamente isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que os evangélicos americanos mudem seus caminhos e se arrependam de seu mundanismo, é exatamente isso o que prevejo cada vez mais para o futuro. E vamos ver que numericamente, as igrejas evangélicas estão se tornando a sombra do que uma vez foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajo para a África todo o ano, porque sirvo na direção de uma fundação cristã que constrói orfanatos para crianças – a maioria abandonada por causa da AIDS. Fico sempre chocado com esse paradoxo, como se fosse assim como é. Aqui na América, temos tudo, mas apesar de termos tudo (Bíblias, templos, educação teológica, escolas, dinheiro, know-how), a igreja evangélica está fraca e cambaleante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na África, no meio da grande pobreza e doenças, analfabetismo e privação, independência crescente e de tristes alianças com as religiões tradicionais de lá, ainda assim se acha coragem, vibração, e um testemunho cristão da verdade de Deus que supera os padrões do Ocidente. Não nos esqueçamos de quem salvou a Igreja da Inglaterra de sua patética disposição de capitular frente à agenda homossexual. Foram os bispos africanos, e não aqueles da América ou da Europa! Você bem sabe que Deus não tem suas mãos amarradas, simplesmente porque nós na América temos todo o dinheiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-113840848927322805?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/113840848927322805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=113840848927322805&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113840848927322805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113840848927322805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/01/entrevista-com-david-f-wells.html' title='Entrevista com David F. Wells'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21602634.post-113840128841875544</id><published>2006-01-27T19:33:00.000-03:00</published><updated>2006-01-27T22:15:21.306-03:00</updated><title type='text'>Primeira postagem</title><content type='html'>A revista &lt;strong&gt;Kerigma Proclamação&lt;/strong&gt; foi publicada ao longo de bons sete anos, deixando um marco no nosso segmento por sua ousadia e coragem. Provocava o leitor à reflexão, abordava questões ainda pouco pautadas e reunia um rol de articulistas e colaboradores da melhor estirpe do nosso meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com o advento da internet, é possível reviver um pouco do que foi publicado há quase 20 anos atrás, e seguindo os mesmos princípios e valores do veículo original, transformarmos novamente as letras e palavras em instrumentos que sirvam e honrem o nosso Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proclamar para mudar a face desta Nação. Proclamar para alcançar o perdido. Proclamar até que Ele volte!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21602634-113840128841875544?l=kerigmaonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/feeds/113840128841875544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21602634&amp;postID=113840128841875544&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113840128841875544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21602634/posts/default/113840128841875544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kerigmaonline.blogspot.com/2006/01/primeira-postagem.html' title='Primeira postagem'/><author><name>Volney Faustini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02837998775174460552</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_kkhnSvzCzbk/Salzeo8q0DI/AAAAAAAAAvc/8VMEJfgMupk/S220/volney+45.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
